Marília – A Prefeitura de Marília rompeu na quarta-feira um contrato de quase cinco anos com uma empresa de segurança armada após três denúncias de dívidas trabalhistas.
Uma portaria que abre processo administrativo sobre o caso relata queixas de atrasos de salário, bem como de benefícios em atraso. Além disso, FGTS em atraso e situações como reciclagem paga pelos profissionais.
Os relatos acusam ainda vencimento de duas férias e atraso do 13º. “Situação que configura não apenas falha contratual, mas uma suposta afronta à dignidade da pessoa humana dos trabalhadores.”
Além disso, o documento reconhece risco de que eventuais ações judiciais de indenização atinjam a cidade de forma subsidiária. Assim, a conta pode sobrar para o município. O contrato terminaria neste ano.
A empresa Ipiranga Segurança Patrimonial atua desde 2021 com segurança, inclusive armada, na UPA da zona sul.
Segundo a publicação da prefeitura, a primeira denúncia pelo sindicato dos agentes, em Bauru, chegou em maio de 2025.
A prefeitura relata, assim, que investigou a situação e notificou a empresa sobre a ocorrência.
Contudo, em outubro de 2025 houve nova queixa de problemas, sem solução. O relatório informa, por fim, que em 15 de janeiro chegou a terceira.
A Secretaria Municipal da Saúde expediu, no dia 16 parecer pela impossibilidade de continuidade da prestação dos serviços.




