O consumo per capita de carne na Alemanha registrou aumento em 2025, interrompendo parcialmente a tendência de queda observada na última década. Segundo estimativas preliminares do Departamento Federal de Agricultura da Alemanha, cada alemão consumiu, em média, 54,9 kg de carne no ano, um acréscimo de 1,4 kg em relação a 2024.
Apesar da alta recente, o volume ainda permanece abaixo dos níveis históricos. Em 2011, o consumo médio era de 63,8 kg por habitante, indicando uma redução estrutural ao longo dos anos, associada a mudanças de hábitos alimentares e maior atenção a questões ambientais e de saúde.
Carne suína mantém liderança no mercado alemão
A suíno segue como a principal proteína consumida no país, representando cerca de 52% do total. Em 2025, o consumo per capita de carne suína foi de 28,3 kg, mantendo relativa estabilidade nos últimos anos, embora abaixo do pico recente registrado em 2021, quando atingiu 31 kg.
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Mesmo com oscilações, o segmento continua sendo o mais relevante dentro do mercado de carnes alemão, tanto em volume quanto em participação no consumo total.
Consumo de frango atinge recorde e bovinos apresentam leve alta
A carne de frango apresentou crescimento contínuo e atingiu um novo recorde de consumo, com média de 14,7 kg per capita em 2025. O desempenho reforça a tendência global de maior preferência por proteínas consideradas mais acessíveis e com menor custo de produção.
Já o consumo de carne bovina e vitela registrou leve avanço, alcançando 9,7 kg por habitante. Ainda assim, o volume permanece inferior ao observado em anos anteriores, como em 2020, quando atingiu 10,8 kg.
Produção recua levemente, enquanto suinocultura cresce
No campo produtivo, a Alemanha registrou leve retração na produção total de carne, com queda de 0,3%, totalizando 7,3 milhões de toneladas em 2025. Em contrapartida, a produção de carne suína apresentou crescimento de 1,1%, reforçando a importância da suinocultura na estrutura agropecuária do país.
Autossuficiência elevada não elimina necessidade de importações
Apesar de apresentar taxa de autossuficiência de 139% na produção de carne suína, a Alemanha ainda depende de importações para atender plenamente à demanda interna. Isso ocorre porque o índice considera o animal inteiro, enquanto o consumo se concentra em cortes específicos.
Para produtos como filé, presunto e costeletas, a taxa de autossuficiência é significativamente menor, em torno de 80%, o que mantém a necessidade de importação desses itens no mercado alemão.
Mudanças no consumo refletem ajustes no mercado global
O cenário alemão evidencia uma combinação de fatores estruturais e conjunturais, com leve recuperação no curto prazo, mas tendência de redução no longo prazo. A evolução do consumo por tipo de proteína também reflete transformações no comportamento do consumidor, com maior diversificação e busca por alternativas mais acessíveis.
Esses movimentos acompanham tendências observadas no mercado global de proteínas, com impactos diretos sobre a produção, o comércio internacional e a organização das cadeias do agronegócio.
Referência: Pig Progress




