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A XP retomou a cobertura da Pague Menos com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 8,50, indicando um potencial de valorização de 48,6% para a ação.
Os analistas destacam a empresa como uma história de autoajuda, com tendências estruturais sólidas e um bom momentum de resultados. A alavancagem da companhia está controlada, e há espaço para ganhos de produtividade com a integração da Extrafarma.
Para a XP, a Pague Menos se destaca em competitividade de preços e deve seguir se beneficiando da crescente demanda por canetas emagrecedoras.
A casa projeta um crescimento de 15% nas vendas brutas no primeiro trimestre de 2026, impulsionado justamente pela demanda por GLP-1 e pela maturação das lojas. Para 2026, espera-se um crescimento de 14% nas vendas brutas.
O BTG Pactual também iniciou cobertura com recomendação de compra, reforçando a percepção de um novo ciclo de crescimento para a Pague Menos.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Depois de levantar aproximadamente R$ 459 milhões em mais uma follow on, realizado em março deste ano, a Pague Menos está de volta ao radar dos analistas da XP. E com uma boa dose de otimismo.
Em relatório enviado a clientes, a XP retomou a cobertura da rede cearense de farmácias com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 8,50 para a ação PGMN3, o que se traduz em um upside de 48,6% sobre a cotação do papel de R$ 5,75 no fechamento do pregão de quarta-feira, 22 de abril.
“No geral, vemos a Pague Menos como uma história de autoajuda, com tendências estruturais sólidas e momentum de resultados”, escrevem os analistas Danniela Eiger, Laryssa Sumer e Pedro Caravina, da XP.
O trio frisa que a rede também pode atuar como um “play de juros”, embora as recentes ofertas de ações tenham deixado a alavancagem da companhia em patamares muito mais controlados, na casa de 1,2 vez para 2026.
Como parte dessa visão favorável, a XP ressalta que ainda vê espaço para que, após combinar uma expansão orgânica com os desafios da integração da Extrafarma, a Pague Menos siga capturando ganhos de produtividade com ganhos operacionais, iniciativas estratégicas e a maturação de suas lojas.
Sob essa ótica, os analistas citam que, no quarto trimestre de 2025, a venda média mensal por loja rede foi de cerca de R$ 860 mil, o que representou 25% a menos do índice registrado pela RD, a líder do setor. A projeção da casa é de que a Pague Menos alcance o patamar de R$ 965 mil até o fim de 2026.
Em outro componente, a XP pontua que, embora o cenário macro pressione o poder de compra dos consumidores, especialmente nos principais mercados da Pague Menos, a rede tem um posicionamento de preço atraente como uma das armas para mitigar esses riscos.
“Nosso mais recente XP Drugstore Radar comprova exatamente isso, com a Pague Menos se destacando como a mais competitiva em medicamentos com receita, medicamentos isentos de prescrição e cuidados de saúde, mesmo quando comparada a marketplaces, na maioria das categorias”, diz a XP.
Ao mesmo tempo, os analistas entendem que a empresa seguirá se beneficiando da tendência estrutural das canetas emagrecedoras, baseadas no princípio da semaglutida (GLP-1), apesar das recentes preocupações de investidores, na visão da XP, injustificadas.
“Observamos investidores preocupados com a dinâmica de curto prazo, em meio à interrupção do fornecimento em janeiro e aos efeitos do calendário em fevereiro. Em nossa opinião, esses são efeitos temporários, que não devem comprometer o potencial futuro do GLP-1”, diz outro trecho do relatório.
Nessa toada, com base nos dados da própria XP, que mostram uma forte recuperação a partir de fevereiro, os analistas apontam que ainda há muito mais por vir na categoria, cujo mercado, em nova previsão da casa, deve movimentar R$ 17 bilhões, em 2026, e R$ 28 bilhões em 2027.
Além da chegada de genéricos da semaglutida, que devem começar a ser vendidos no segundo semestre, o trio destaca que ainda há inovações surgindo na categoria de medicamentos de prescrição, tanto da Eli Lilly como da Novo Nordisk, em processo de aprovação pela Anvisa.
“Isso deve sustentar um crescimento contínuo da categoria de medicamentos de prescrição, já que a inovação deve impedir a canibalização causada pelo lançamento de genéricos, especialmente porque os novos medicamentos oferecem tratamentos mais eficazes, embora com preços mais altos”, escreve a XP.
O relatório também veio acompanhado das prévias do balanço da Pague Menos no primeiro trimestre de 2026. Para o período, a XP projeta que as vendas brutas cresçam 15%, impulsionadas justamente por fatores como a demanda resiliente por GLP-1 e a expansão e maturação das lojas da base.
Em outros indicadores, a projeção é de um crescimento de 40 pontos-base no Ebitda sobre igual período, um ano antes, um avanço de 10 pontos-base na margem bruta, na mesma base de comparação, e de um lucro líquido de R$ 25 milhões, alta anual de mais de 100%.
Já para o ano de 2026, a XP prevê um crescimento de 14% nas vendas brutas, com um salto de 11% nas vendas mesmas lojas e uma expansão de unidades ainda controlada, dado que a empresa permanece focada em seu processo de desalavancagem.
A análise da XP chega um dia depois de o BTG Pactual também reiniciar a cobertura do papel, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9 para a ação. E a percepção de que a Pague Menos está iniciando um novo ciclo de crescimento, agora, com uma fórmula mais sólida.
“Seu recente aumento de capital marca o início de uma nova fase, fortalecendo o balanço patrimonial e permitindo que a empresa busque maior produtividade (impulsionada pelas oportunidades do GLP-1) e um pipeline de expansão renovado (embora gradual)”, escreveram os analistas do BTG.
Após abrirem o pregão desta quinta-feira, 23 de abril, subindo mais de 2%, as ações da Pague Menos registravam alta de 0,87% por volta das 11h20, avaliando a rede em R$ 4,35 bilhões. No ano, os papéis acumulam uma queda de 5,2%.




