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Mercosul pode rever suspensão da Venezuela após novo cenário político, diz Alckmin

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Bloomberg — O Mercosul deve discutir o possível retorno da Venezuela ao bloco comercial sul-americano, à medida que os países se aproximam de Caracas após a destituição de Nicolas Maduro pelas forças dos EUA no início deste ano.

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, disse que o grupo poderia rever a suspensão da Venezuela, já que o país entra em um “momento diferente”, sinalizando uma possível mudança na dinâmica regional após anos de isolamento.

“A Venezuela entrou no Mercosul, foi suspensa e, à medida que entrar em um momento diferente, isso será rediscutido”, disse Alckmin a repórteres em Brasília.

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O reengajamento da Venezuela com as instituições ocidentais ganhou ritmo desde que Delcy Rodriguez se tornou presidente interina e passou a reconstruir os laços com os EUA.

O Fundo Monetário Internacional disse na semana passada que retomaria o contato formal, abrindo a porta para um eventual acesso ao financiamento multilateral.

Caracas também está buscando investimentos estrangeiros em seus setores de energia e mineração com o apoio dos EUA, à medida que as preocupações com o fornecimento global se intensificam.

O presidente Donald Trump decidiu aliviar as sanções contra as principais entidades financeiras e concedeu novas licenças para que as empresas petrolíferas americanas expandam suas operações no país.

A Venezuela foi suspensa do Mercosul em 2017 por violar a cláusula democrática do bloco e não cumprir os compromissos econômicos.

A reintegração exigiria consenso entre os Estados membros e uma reavaliação do cumprimento desses padrões.

O debate ocorre no momento em que o Mercosul avança com uma redefinição mais ampla, incluindo a implementação provisória de um acordo comercial há muito adiado com a União Europeia em 1º de maio.

O Brasil estima que o acordo poderá elevar suas exportações para a UE em cerca de 13%.

Leia também: Acordo Mercosul-UE coloca à prova a arquitetura global de pagamentos internacionais

Alckmin, que também foi ministro da Indústria e Comércio do Brasil, apontou os esforços de expansão como parte da agenda estratégica do Mercosul.

A Bolívia está adotando as regras legais e comerciais do bloco após ser aceita como membro pleno em 2024, enquanto a Colômbia está buscando a adesão plena.

Os membros fundadores do Mercosul são Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai

“É muito importante aprofundar a integração latino-americana”, disse Alckmin, ao acrescentar que o comércio intrarregional representa menos de 30% do comércio total, em comparação com cerca de 50% na América do Norte, quase 60% na Europa e perto de 70% na Asean do Sudeste Asiático.

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