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Gravadora alemã BMG compra Concord em acordo que cria nova gigante da músic…

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Bloomberg — A gravadora alemã BMG Rights Management concordou em adquirir a Concord, grupo independente de música com sede em Nashville, em um acordo que criará uma das maiores empresas do setor no mundo.

Os termos da transação não foram divulgados. A Bloomberg informou em janeiro que uma fusão avaliaria a Concord em até US$ 7 bilhões.

A Concord e a BMG estão entre as maiores compradoras de catálogos musicais nas últimas duas décadas, reunindo um portfólio conjunto que abrange praticamente todos os gêneros e regiões.

A BMG trabalha com estrelas do country como Jelly Roll e Jason Aldean, enquanto a Concord detém ou administra catálogos de publicação de artistas como Daft Punk e Daddy Yankee. A empresa também supervisiona um catálogo de musicais da Broadway, incluindo canções de Hamilton e O Mágico de Oz.

A união entre Concord e BMG, que faz parte do grupo de mídia alemão Bertelsmann, criará uma companhia comparável em escala à Warner Music Group, a menor entre as três grandes do setor.

As empresas se unem para formar um player com peso suficiente para negociar melhores condições com grandes serviços de streaming, lidar com o avanço de novas startups de inteligência artificial e competir por grandes artistas.

A nova empresa projeta lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de US$ 1,2 bilhão no curto prazo, ante cerca de US$ 730 milhões estimados para este ano.

“Trata-se de ganhar escala”, disse o CEO da BMG, Thomas Coesfeld, em entrevista. “A escala permite desenvolver capacidades que são relevantes para os clientes.”

Coesfeld, que deve assumir como CEO da Bertelsmann no próximo ano, será o presidente da nova companhia, que operará sob a marca BMG. O CEO da Concord, Bob Valentine, atuará como líder do grupo.

A Great Mountain Partners, fundo de private equity que detinha participação na Concord, ficará com 33% da empresa combinada, enquanto o restante pertencerá à Bertelsmann. A Great Mountain receberá um pagamento único em dinheiro de US$ 1,16 bilhão. A nova empresa terá sede em Nashville, com escritório europeu em Berlim.

A combinação entre BMG e Concord representa uma “alternativa às grandes gravadoras que pode atrair artistas”, afirmou a empresa de dados musicais Luminate em publicação antes do anúncio do acordo.

“À medida que a internet eliminou as barreiras entre artistas e fãs antes mediadas pelas gravadoras, os artistas passaram a buscar mais autonomia e propriedade sobre seu trabalho do que os contratos tradicionais costumam permitir”, afirmou a Luminate.

A BMG ainda não decidiu se fará a distribuição de música por conta própria. A Concord depende da Universal Music Group para grande parte dessa atividade.

As gravadoras querem que as plataformas digitais aumentem preços e lancem planos mais caros voltados a fãs mais engajados.

Enquanto isso, o setor passa por consolidação para sustentar o crescimento. Em fevereiro, a Universal obteve aprovação condicional da União Europeia para comprar a Downtown Music Holdings por US$ 775 milhões, enquanto a Warner Music adquiriu a Revelator, serviço de distribuição musical, no início deste mês.

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Embora as empresas de música listadas em bolsa tenham sofrido com preocupações dos investidores sobre desaceleração do crescimento e os potenciais impactos da inteligência artificial sobre direitos autorais, o valor dos catálogos musicais continua em alta, mesmo com o ritmo de consumo mais moderado.

A Primary Wave, outra grande compradora de catálogos, está adquirindo a Kobalt, e artistas seguem vendendo seus catálogos por centenas de milhões de dólares.

BMG e Concord afirmam que a inteligência artificial tende a tornar os catálogos ainda mais valiosos.

“Parte da lógica é aproveitar as oportunidades que a IA vai criar”, disse Valentine, citando ganhos de eficiência operacional, melhoria na coleta de royalties, identificação de direitos e gestão de dados.

Ele também avalia que os proprietários de tecnologias de IA precisarão pagar à BMG para acessar seu repertório.

Gravadoras e editoras musicais dependem da posse de direitos autorais para gerar receita.

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Com o aumento do número de artistas e compositores que detêm os direitos de suas próprias obras, as empresas do setor passaram a depender mais de receitas ligadas à administração das músicas, como a coleta de royalties e a garantia de distribuição nas plataformas de streaming.

Veja mais em bloomberg.com





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