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O Grupo Madero, liderado por Junior Durski, planeja aumentar a produção de empanadas de 280 mil para 1,5 milhão por mês a partir de junho, desenvolvendo equipamentos internamente para atender à demanda crescente. As empanadas se tornaram um item lucrativo no cardápio, com vendas de 55 mil por semana, e a empresa busca manter o processo artesanal na produção.
A receita bruta do primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 577 milhões, com lucro líquido de R$ 20,8 milhões. O modelo híbrido de negócios, que combina restaurantes e delivery, tem sido crucial para o crescimento, especialmente com a expansão do “Empório”, uma loja de conveniência focada em produtos congelados.
O Madero também investe em tecnologia para melhorar a experiência de delivery, reduzindo cancelamentos e aumentando a eficiência no atendimento ao cliente.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Por trás dos números do balanço do primeiro trimestre de 2026 do Grupo Madero, as empanadas mostraram que são uma receita lucrativa para o cardápio dos restaurantes da rede de Junior Durski. E devem ocupar mais espaço.
Hoje, o Madero produz cerca de 280 mil empanadas por mês. Mas a demanda é maior do que isso. Para dar conta desse aumento de produção, a empresa está desenvolvendo “in house” equipamentos que vão permitir mais que quintuplicar a produção a partir do segundo semestre.
“Até junho, vamos passar a fabricar 1,5 milhão de empanadas por mês. Estamos desenvolvendo alguns equipamentos para ajudar. Nós estamos vendendo 55 mil empanadas por semana e só não conseguimos vender mais porque temos um limite de fabricação”, diz Durski, ao NeoFeed.
A ideia é aumentar a capacidade industrial sem perder o processo artesanal do produto. O CEO do Madero explica que a “borda” da massa, considerada essencial para o consumidor sentir a crocância, continuará sendo feita manualmente.
Mais do que um novo item de cardápio, a empanada virou um símbolo dos números do Madero. Os canais digitais já representam 57,1% da receita dos restaurantes. E o delivery, sozinho, responde por 21,8%.
“Quando a gente manda um delivery pelo iFood, a média de cancelamentos de pedido no Brasil é 11%. O nosso cancelamento é de 0,5%”, diz ele. “O maior jogo, hoje, está no delivery. Mas o delivery é muito mais difícil de entregar uma qualidade boa para o cliente.”
A diferença, na visão de Durski, está na execução. Cada pedido passa por um sistema de dupla checagem, com registro em fotos antes e depois da montagem. Em até 24 horas, a empresa contesta cancelamentos feitos por empresas de delivery para tentar reverter a maior parte deles.
Ao mesmo tempo, o Madero reforçou o atendimento via SAC, que mais que dobrou de tamanho e passou a responder em tempo real via WhatsApp, com reembolso ou voucher imediato em caso de problema.
Esses números ajudam a explicar por que a companhia está diversificando seus canais. Os restaurantes, como em boa parte do setor de alimentos, perdeu tração desde a pandemia. Quem sustenta o crescimento é o modelo híbrido
Além das empanadas, hoje vendidas em 212 lojas atendidas pelas empresas de delivery, o Madero prepara o lançamento de pratos prontos a vácuo, amplia o portfólio e aposta no crescimento do “Empório”, um modelo de loja de conveniência focado em produtos congelados.
Com duas lojas abertas em Curitiba, a rede vai inaugurar outras duas nas próximas semanas. “Estamos construindo 12, além dessas duas que já abrimos e mais duas que vão ser inauguradas. Devemos fechar este ano com 20 Empório Madero”, afirma Durski.
Para essa estratégia dar certo, ele conta com uma plataforma verticalizada que concentra produção, logística e distribuição. Hoje, mais de 95% dos alimentos servidos pela rede vêm da própria cozinha central na cidade paranaense de Ponta Grossa.
Números do trimestre
Os números do primeiro trimestre mostram que o Madero segue entregando crescimento e rentabilidade. A receita bruta somou R$ 577 milhões no primeiro trimestre, alta de 5,1% na comparação anual. A receita líquida foi de R$ 501,6 milhões. O lucro líquido atingiu R$ 20,8 milhões, mantendo uma sequência positiva desde o fim de 2024.
O Ebitda ajustado chegou a R$ 141 milhões, com margem de 28,1%. E a alavancagem ficou em 1,7 vez, com projeção de cair para perto de 1,3 vez no fim deste ano.
As vendas nas mesmas lojas (SSS) avançaram 1,7% no trimestre. Nos formatos tradicionais, o desempenho foi negativo: Madero Steak House e Madero Burger recuaram 1,5%, enquanto Jerônimo caiu 5,8%.
Quem segurou o SSS foi o modelo que combina as duas marcas no mesmo espaço. Nesse formato, a receita avançou 32,3% e o SSS atingiu 18,3%. Hoje, lojas com Madero e Jerônimo juntos já respondem por 22% da receita líquida.
“A gente vem trimestre após trimestre tendo lucro, o que ajuda a reduzir o endividamento. É difícil encontrar outra empresa do setor com números como os nossos”, diz Marcelo Aldenucci, diretor de relações com investidores do grupo.
“Para o resto do ano esperamos continuar investindo nas empanadas e na loja do Paraguai, que inauguramos recentemente e já mostra um resultado excelente”, complementa.
Neste balanço, Durski assina como CEO e CFO, ao lado do Aldenucci. O executivo Bruno Gentil, que assumiu a cadeira com a ida de Ariel Szwarc para a presidência do Conselho, deixou o Madero.




