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Squadra vence a primeira batalha: gestora elege três conselheiros na Hapvida

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A Squadra Investimentos elegeu seus três indicados para o conselho de administração da Hapvida em assembleia realizada em 30 de abril, aumentando o colegiado de nove para dez membros. Os novos conselheiros são Tania Sztamfater Chocolat, Bruno Magalhães e Silva, e Eduardo Parente Menezes.

A eleição ocorreu após críticas da gestora sobre a governança e a alocação de capital da Hapvida, que, segundo a Squadra, resultaram em uma significativa destruição de valor desde o IPO em 2018. A proposta inicial da administração previa a reeleição dos atuais membros, mas a pressão da Squadra levou a uma mudança.

O bloco de controle da Hapvida aumentou sua participação para influenciar a assembleia, enquanto as ações da companhia subiram cerca de 19% no mês, refletindo uma percepção positiva do mercado em relação à tentativa da Squadra de reformular o conselho.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Squadra Investimentos conseguiu eleger seus três indicados para o conselho de administração da Hapvida, em assembleia geral extraordinária realizada na quinta-feira, 30 de abril, segundo apuração do NeoFeed.

Também foi aprovado na assembleia o aumento do colegiado, que passa a ter dez membros, ante nove anteriormente. Entram no board Tania Sztamfater Chocolat, que foi da Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB); Bruno Magalhães e Silva, ex-JGP e Squadra; e Eduardo Parente Menezes, ex-Yduqs.

Deixaram o conselho da Hapvida Carlos Augusto Piani, CEO da Sabesp, e José Galló, ex-CEO da Renner.

A eleição ocorre após a gestora carioca ter criticado a condução da companhia nas últimas semanas, com questionamentos sobre governança, alocação de capital e execução, além de solicitar a adoção do voto múltiplo para ampliar sua influência na disputa.

Na carta, a gestora faz um diagnóstico crítico sobre a condução da Hapvida desde o IPO, em 2018. O documento cita uma “sequência de decisões estratégicas, operacionais, de alocação de capital e de governança equivocadas” que teriam levado a uma das maiores destruições de valor da história recente da bolsa brasileira.

Até então, a proposta da administração previa a reeleição dos atuais membros do conselho, por meio de votação por chapa.

Desde a divulgação da carta pública da Squadra, com críticas à companhia e a indicação de nomes para o conselho, o bloco de controle da Hapvida vinha aumentando sua participação para ganhar maior influência na assembleia, chegando ao encontro com pelo menos 55% das ações, desconsiderando os papéis em tesouraria.

A corrida por votos também mexeu com o comportamento do papel na bolsa. As ações da companhia acumulam alta de cerca de 19% no mês.

No mercado, a tentativa da Squadra de ampliar sua influência no conselho da companhia vinha sendo vista com bons olhos por gestores de ações — muitos dos quais já haviam reduzido ou zerado a posição na Hapvida, diante do histórico recente de deterioração dos resultados e do próprio preço da ação.

Antes da assembleia, até mesmo gestores que ainda mantinham alguma exposição — ainda que pequena — à companhia cogitavam participar da votação para apoiar as indicações da Squadra.



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