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Bradesco adota tom mais conservador e vê margem financeira como o motor da rentabilidade

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O Bradesco adotou uma postura mais conservadora na concessão de crédito devido ao cenário econômico, mas mantém otimismo para 2026, prevendo uma expansão da margem financeira líquida.

O CEO Marcelo Noronha afirmou que a cautela não impede o crescimento e que o banco continua animado com suas operações. A margem financeira líquida deve ser o principal motor da rentabilidade, apesar do aumento de 26,5% nas provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD), que chegou a R$ 9,6 bilhões.

O diretor André Carvalho destacou que a gestão de risco e o trabalho da Tesouraria têm sido eficazes, com um soft guidance de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão para o ano.

Noronha ressaltou que, historicamente, a PDD consolidada não vem oscilando muito e que o Bradesco continuará a crescer, mantendo um apetite moderado para risco.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A mudança no cenário econômico fez com que o Bradesco “mudasse de tom” em relação ao final do ano passado, adotando um viés mais conservador na concessão de crédito.

Mas o banco da Cidade de Deus segue otimista em relação ao ano, avaliando que pode expandir a margem financeira líquida na casa dos dois dígitos baixos, sendo o principal motor de crescimento da receita e da rentabilidade em 2026.

“O apetite ao risco com viés mais conservador não significa puxar o freio de mão e parar de operar”, disse o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, em entrevista coletiva na quinta-feira, 7 de maio. “A expectativa para o ano é de entrega, continuamos com expectativa de crescimento, estamos animados com tudo o que estamos fazendo.”

Conforme apresentado no guidance, para este ano, o Bradesco estima que a margem financeira líquida deve encerrar 2026 entre R$ 42 bilhões e R$ 48 bilhões. Em 2025, fechou com R$ 40 bilhões.

O banco não tem guidance para retorno sobre patrimônio líquido médio (ROAE) no ano. O indicador atingiu, no primeiro trimestre, em 15,8%, alta de 0,6 ponto percentual em base trimestral e 1,4 ponto percentual na anual.

Segundo André Carvalho, diretor de relações com investidores do Bradesco, o banco projeta expandir a margem mesmo com uma postura conservadora, realizando boa gestão de risco na margem com mercados, linha que já vem tendo bom desempenho.

“É o trabalho da Tesouraria. Já entregamos R$ 600 milhões e o soft guidance para o ano é entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão”, afirmou Carvalho.

No caso da margem com clientes, Carvalho disse que o plano é trabalhar bem os spreads, avançando com cuidado em linhas com garantia, para reduzir despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD).

Apesar de os analistas terem considerado o desempenho do Bradesco positivo no primeiro trimestre, alguns pontos chamaram a atenção. A PDD foi uma delas, por ter subido 26,5% em base anual, para R$ 9,6 bilhões.

Segundo Hugo Cabral, analista de ações da Nord Investimentos, o aumento foi maior que o visto na margem bruta, que avançou 16,4%, para R$ 20 bilhões. O resultado foi uma margem líquida de R$ 10,4 bilhões, crescimento de 8%.

Carvalho disse que a alta foi motivada por casos específicos na parte de atacado, com um episódio de peso significativo, e por safras antigas da parte rural, anteriores a 2024, além dos efeitos do cenário macroeconômico mais desafiador.

Mesmo com a PDD subindo no primeiro trimestre, a perspectiva para o ano é de que ela não impeça que a margem financeira líquida continue sendo o principal motor da rentabilidade.

Noronha destacou que, ao olhar em termos históricos, a PDD não oscila tanto, avançando em linha com a expansão da carteira e cumprindo as determinações regulatórias sobre provisões, o que não significa agravamento de risco por atraso.

“Vamos continuar crescendo em valores absolutos no massificado, enquanto no atacado há muitas oscilações”, disse. “Mas se olhar para o conjunto e retirar eventos pontuais, estamos em normalidade.”

Segundo ele, o trabalho feito pelo Bradesco nos últimos anos permite continuar tracionando o crédito. “Continuamos com apetite para risco, mas é aquilo que falamos há vários trimestres: apetite moderado, com viés para certos ratings e modalidades”, disse Noronha.

Por volta das 11h05, as ações preferenciais do Bradesco recuavam 3,53%, a R$ 18,59. No ano, os papéis acumulam alta de 2,03%, levando o valor de mercado a R$ 183,8 bilhões.



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