O mercado internacional de suínos segue marcado por fortes diferenças de preços entre os principais países produtores e consumidores. Levantamento mais recente, com base em cotações desta sexta-feira (15), evidencia um cenário heterogêneo, em que fatores como demanda interna, custo de produção e estrutura da cadeia impactam diretamente a formação de preços.
Entre os destaques, o México lidera com o maior valor para o suíno vivo, atingindo 97,74 centavos de dólar por libra-peso, refletindo um mercado interno aquecido e dependente de importações. Em seguida aparece o Reino Unido, com 86,74 centavos por libra, consolidando-se como um dos mercados mais valorizados no cenário global. Na faixa intermediária, Estados Unidos registram 67,10 centavos, enquanto Espanha (66,84 centavos), China (65,47 centavos) e França (64,15 centavos) operam próximos da média internacional.
A Rússia também aparece nesse grupo, com 68,30 centavos por libra, enquanto o Canadá apresenta um valor inferior, de 59,60 centavos. Já o Brasil figura entre os países com menor preço, com 51,72 centavos por libra-peso vivo, evidenciando sua competitividade no mercado externo. A diferença entre o México e o Brasil, por exemplo, chega a quase 90%, ilustrando o tamanho da disparidade global.
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Nos mercados asiáticos, os dados mostram variações relevantes. O Vietnã registra cerca de 66.600 VND/kg, enquanto Filipinas operam em 175 PHP/kg e a Coreia do Sul em 6.441 KRW/kg. Apesar das diferenças cambiais, esses mercados mantêm preços pressionados por questões internas de oferta e demanda, além de impactos sanitários recentes.
No segmento de suínos, utilizados para reposição dos plantéis, os Estados Unidos lideram com US$ 108,55 por unidade (base 40 libras), bem acima dos valores europeus. Espanha registra US$ 53,48, Alemanha US$ 48,37 e Holanda US$ 47,44, indicando maior equilíbrio de oferta nesses países. Já a China aparece com US$ 68,56, reforçando o movimento de recomposição do rebanho.
O cenário reforça que o mercado global de suínos está cada vez mais sensível a diferenças regionais. Países com preços mais elevados tendem a ampliar as importações, enquanto produtores com custos mais baixos ganham espaço nas exportações.
Nesse contexto, o Brasil se consolida como um dos principais players globais. Com preço significativamente inferior à média dos principais concorrentes e estrutura produtiva eficiente, o país amplia sua competitividade e se posiciona para aproveitar as oportunidades abertas pelas distorções de preços no mercado internacional.
Fonte: World Swine Market Report




