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os melhores países para morar no exterior em 2026, segundo levantamento

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Bloomberg Línea — As pressões econômicas, as mudanças nas políticas migratórias e novas prioridades relacionadas à família, ao bem-estar e à comunidade estão transformando a forma como as pessoas encaram a decisão de morar no exterior.

Para ajudar a esclarecer esse cenário, o Índice de Imigração 2026 da Remitly Global (RELY) analisou os fatores que mais importam para os imigrantes atualmente.

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O relatório da provedora internacional de serviços financeiros digitais avaliou 82 países com base em 34 fatores-chave distribuídos em 16 categorias, utilizando fontes internacionais como o Banco Mundial, as universidades de Yale e Columbia, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e outras instituições.

Cada país recebeu uma pontuação de acordo com seu desempenho relativo em cada categoria, que incluíam aspectos como emprego, segurança, renda, acesso a serviços financeiros, meio ambiente, conectividade e bem-estar.

No entanto, o estudo não incorporou variáveis relacionadas a vistos, já que os requisitos variam conforme o país de origem do solicitante e o perfil profissional.

Leia também: Como a gestão da água doce se tornou um desafio estratégico na América Latina

Como resultado, a lista confirma o domínio das potências europeias no ranking geral, embora a análise dos dados também mostre que alguns países da América Latina superam grandes economias em indicadores específicos.

Os melhores países para emigrar em 2026

O ranking geral, cuja pontuação máxima era de 100 pontos, colocou a Suíça na primeira posição, com 60,77 pontos, ultrapassando a Islândia, agora em segundo lugar com 60,24. Luxemburgo manteve a terceira colocação, com 60,12 pontos.

Leia também: Imigração deve ser desmistificada e mostrada com escolhas e custos, diz especialista

A Austrália subiu seis posições e alcançou o quarto lugar (59,05 pontos), impulsionada por notas elevadas em saúde, felicidade e qualidade ambiental. Sua ampla comunidade internacional, forte potencial de renda e estilo de vida ligado ao ar livre continuam atraindo famílias com planejamento de longo prazo.

A Alemanha, na quinta posição, também avançou seis lugares graças ao desempenho sólido em saúde, meio ambiente e segurança energética.

“O fato de a Suíça, a Espanha, a Alemanha e a Austrália terem subido no ranking indica que são países onde é mais fácil encontrar um bom equilíbrio entre trabalho, estabilidade e qualidade de vida. A escolha depende das prioridades de cada pessoa, de sua situação familiar e do que ela busca a longo prazo”.

Ryan Riley, vicepresidente de Marketing para EMEA y APAC en Remitly.

No entanto, é a ascensão da Espanha que chama a atenção dos analistas: o país subiu para a décima posição (56,10 pontos), favorecido pelo baixo custo do cuidado infantil, licenças parentais generosas e ampla oferta de educação internacional.

Segundo o índice, estes são os 20 melhores países para emigrar:

Cargo País Pontuação total do Índice de Imigração (em 100) Variação em relação a 2025
1 Suíça 60,77 +1
2 Islândia 60,24 -1
3 Luxemburgo 60,12 Sem alterações
4 Austrália 59,05 +6
5 Alemanha 58,77 +6
6 Irlanda 57,00 Sem alterações
7 Estados Unidos 56,68 Sem alterações
8 Dinamarca 56,54 Sem alterações
9 Noruega 56,52 -5
10 Espanha 56,10 +11
11 Países Baixos 56,01 -2
12 Francês 55,69 +10
13 Suécia 55,41 +1
14 Emirados Árabes Unidos 55,05 +5
15 Reino Unido 54,69 +4
16 Canadá 54,36 -1
17 Finlândia 53,52 -5
18 Cingapura 53,51 -5
19 Áustria 53,09 -3
20 Itália 53,04 +10

América Latina no Índice de Imigração

Embora os países da América Latina e do Caribe não liderem o ranking geral — com posições intermediárias como Costa Rica (44º), México (45º) e Chile (47º) —, a análise por categorias indica alguns aspectos em que a região se destaca.

O Chile, por exemplo, ficou na quarta posição mundial em acesso ao transporte público, com cobertura de 86,5%, superando países desenvolvidos em mobilidade urbana.

A Costa Rica apareceu em sexto lugar entre os países mais felizes do mundo, tornando-se o melhor colocado fora da Europa. O resultado se explica, em parte, pela aposta do país na proteção ambiental, no bem-estar comunitário e na saúde universal.

O México, na nona posição, também entrou pela primeira vez no top 10 dessa categoria, “como um sinal de que o bem-estar e o apoio social continuam sendo fundamentais para a qualidade de vida”, segundo os autores do estudo.

Já Guatemala e Cuba aparecem entre os países com as menores taxas de desemprego analisadas. No caso específico da ilha caribenha, o baixo desemprego está fortemente ligado ao peso do setor público, embora também reflita uma estrutura de mercado de trabalho diferente da observada em muitas economias ocidentais.

Classificação completa da América Latina e do Caribe

41.- Uruguai (45,6)

44.- Costa Rica (40,4)

45.- México (40,4)

46.- Brasil (40,1)

47.- Chile (39,7)

50. Argentina (38,4)

51.- Panamá (38,2)

54.- Guatemala (36,0)

58.- República Dominicana (34,6)

59.- Peru (34,5)

62.- Colômbia (34,0)

64.- Equador (33,7)

70.- Bolívia (31,5)

82.- Cuba (22,7)





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