PEQUIM, 16 Mai (Reuters) – A China e os Estados Unidos concordaram em expandir o comércio agrícola por meio de reduções tarifárias e enfrentar barreiras não tarifárias e questões de acesso ao mercado, informou o Ministério do Comércio da China neste sábado, após a cúpula desta semana em Pequim.
Os acordos são ‘preliminares’ e serão ‘finalizados o mais rápido possível’, disse o ministério após a visita do presidente dos EUA, Donald Trump.
As importações agrícolas da China provenientes dos EUA ainda enfrentam uma taxa adicional de 10% depois que as rodadas de tarifas do ano passado reduziram drasticamente o comércio, que caiu 65,7% em relação ao ano anterior, para US$8,4 bilhões em 2025, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA.
O Ministério do Comércio disse que ambos os lados pretendem promover o comércio bilateral, inclusive de produtos agrícolas, por meio de medidas como reduções tarifárias recíprocas em uma série de produtos, mas não especificou quais produtos.
Observadores de mercado esperam um corte de 10% nas tarifas sobre a soja, o que poderia permitir que as esmagadoras privadas chinesas retomassem as compras que foram em grande parte deixadas de lado durante a safra norte-americana do ano passado, quando os comerciantes de safras estatais eram os únicos compradores.
‘As reduções de tarifas sobre produtos agrícolas marcariam uma normalização do comércio agrícola entre a China e os EUA, permitindo que os compradores comerciais voltassem a entrar no mercado’, disse Johnny Xiang, fundador da AgRadar Consulting, com sede em Pequim.
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O ministério disse que ambos os lados concordaram em ‘resolver ou fazer progressos substanciais’ em barreiras não tarifárias e questões de acesso ao mercado.




