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Mantiqueira amplia sua “cesta” e estreia em bebidas funcionais

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A Mantiqueira, maior granja da América do Sul, está diversificando sua atuação ao entrar no mercado de nutrição funcional com a marca N.OVO, que oferece bebidas proteicas à base de clara de ovo hidrolisada.

Essa estratégia visa não apenas expandir sua presença no Brasil, mas também criar uma nova categoria de produtos saudáveis. As bebidas, que são zero gordura e leite, possuem menos carboidratos e calorias em comparação aos shakes convencionais.

Após dois anos e meio de pesquisas e testes, a empresa planeja escalar a oferta, começando com novos sabores e ampliando a distribuição em capitais.

A Mantiqueira também busca transformar-se em uma empresa de marcas, com a meta de que 10% do faturamento venha de produtos inovadores em cinco anos.

Além disso, a companhia continua a expandir seu negócio tradicional e a reconstruir fazendas adquiridas nos Estados Unidos.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Maior granja da América do Sul, com uma produção de mais de 4 bilhões de ovos por ano, a Mantiqueira ganhou ainda mais fôlego em 2025, ano em que a JBS comprou metade da sua operação e desembarcou nos Estados Unidos, a partir da aquisição da Hickman’s Egg Ranch.

Sua expansão da companhia não se restringe, porém, a esse mapa internacional. O grupo está indo além do seu campo tradicional de atuação, com a premissa de não colocar todos os seus ovos na mesma cesta. E o ponto de partida para esse movimento é o mercado brasileiro.

A Mantiqueira está anunciando oficialmente sua entrada no segmento de nutrição funcional nesta segunda-feira, 18 de maio, por meio da N.OVO, marca de bebidas proteicas à base de clara de ovo hidrolisada que, ao apostar em tal ingrediente, também inaugura uma categoria nesse espaço.

“Hoje, já somos multimarcas, mas também queremos ser multiprodutos”, diz Márcio Utsch, CEO global da Mantiqueira, ao NeoFeed. “Nós sempre procuramos essa diversificação. E a forma de fazer isso, além das marcas que já temos no nosso negócio tradicional, é entrar em produtos oriundos do ovo”.

A N.OVO já integrava esse menu. Fruto de um spin-off, ela concentrava, até então, os produtos plant based da Mantiqueira. Entretanto, com o entendimento de que, após um hype inicial, essa categoria não decolou no mercado, o grupo vai usar a marca agora como a sua bandeira de produtos saudáveis.

Entre outros racionais ligados à busca crescente dos consumidores por produtos dessa natureza, essa estratégia é influenciada por outro boom no mercado, esse bem mais recente. E cada vez mais em ótima forma: as canetas emagrecedoras, baseadas no princípio da semaglutida (GLP-1).

“A pessoa que usa essas canetas, come menos. E o ovo é uma proteína riquíssima, que se sobrepõe à necessidade de comer muito”, afirma Utsch. “E a clara do ovo nutre ainda mais, com quantidades menores e digestão rápida. Então, essa nova categoria é muito própria para aproveitarmos essa onda.”

Primeiros produtos a saírem dessa prateleira, as bebidas proteicas da N.OVO, prontas para consumo, ajudam a ilustrar a abordagem que a Mantiqueira está usando para embarcar de vez nessa tendência de produtos saudáveis e dar tração a esse seu novo mix à base de clara de ovo hidrolisada.

Um dos principais argumentos está nos rótulos dessas bebidas. Segundo a companhia, seus produtos são zero gordura e zero leite. E têm um quinto de carboidratos e metade das calorias de shakes convencionais disponíveis no mercado.

A fórmula que é a base para essa tabela nutricional e para a nova categoria demandou cerca de dois anos e meio de investimentos – não revelados – em pesquisa e desenvolvimento. Nesse intervalo, os produtos passaram por uma série de testes com clientes do trade e consumidores.

Essa fase também incluiu um processo de soft launch dos produtos, em caráter experimental, com a oferta restrita inicialmente a dois sabores – iogurte de morango e vitamina de frutas – e a poucas praças e pontos-de-venda. Entre elas, redes como St. Marche e Emporium Paulista, em São Paulo.

Agora, o plano é começar a escalar a oferta desses produtos. Essa etapa tem início com o lançamento de dois outros sabores – torta de limão e vanilla berry -, além da ampliação dos canais de distribuição, a princípio, com maior foco em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília.

Márcio Utsch, CEO Global da Mantiqueira

Embora não crave números, o CEO diz que o plano é embarcar gradativamente os produtos da N.OVO nos varejistas que já comercializam os produtos tradicionais da Mantiqueira. Hoje, essa base inclui cerca de 3,6 mil redes do varejo.

Já a campanha para marcar a chegada oficial da categoria às gôndolas envolverá frentes como ações em redes sociais, com médicos e nutrólogos de renome. E, principalmente, degustações nos pontos-de-venda e em locais como academias e eventos esportivos.

Nessa largada, um número dá um bom indicativo do potencial dessa empreitada. Segundo a consultoria Euromonitor International, a categoria de bebidas funcionais já movimenta mais de R$ 1 bilhão no Brasil.

A ambição da Mantiqueira não se limita, porém, a esse espaço. Utsch afirma que o grupo já tem outros produtos e categorias no forno a partir dessa fórmula. “São categorias nas quais você poderia substituir o leite tradicional pelo leite à base da clara de ovo”, afirma.

“E, a partir disso, o céu é o limite”, diz. “E sei que é extremamente desafiador, porque a Mantiqueira segue crescendo, mas queremos transformar o grupo numa empresa de marcas e eu espero que daqui a cinco anos, 10% do faturamento venha desses produtos inovadores. Essa é uma meta pessoal minha.”

Nesse balanço, em seu negócio tradicional, que inclui marcas como Mantiqueira, Happy Eggs e Fazenda da Toca, um dos focos para 2026 é a expansão via greenfields, com projetos em cidades como São Sebastião do Rio Verde (MG), Lorena (SP) e Céu Azul (PR).

Fora do Brasil, o grupo também segue avançando em sua operação nos Estados Unidos, com a reconstrução das fazendas da Hickman’s Egg Ranch, que foram bastante afetadas por um surto de gripe aviária anterior à aquisição.

“Esse projeto também é quase um greenfield, porque, das cinco fazendas, quatro estão praticamente zeradas”, afirma Utsch. “Mas já estamos fazendo as melhorias dessas instalações e não saímos de cena para ter, eventualmente, alguma outra operação greenfield nos Estados Unidos.”



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