Marília – Um projeto de lei em tramitação em Marília dá o nome do menino João Raspante Neto à escola Municipal Balão Mágico, tradicional instituição da zona sul próxima à região onde viveu e faleceu em caso de comoção na cidade.
Estudante com diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista), João foi o centro de uma grande mobilização popular após notícia de seu desaparecimento em 6 de abril. Família o encontrou sem vida no dia 7.
O projeto chegou na sexta-feira, dia 15, à Câmara da cidade e tramita por comissões e mais análises do Legislativo em encaminhamento para votação.
“Tornou-se símbolo de sensibilidade, inclusão e reflexão social após o trágico
episódio de seu desaparecimento e posterior falecimento”, diz a justificativa do projeto de lei.
A iniciativa do prefeito Vinícius Camarinha ainda ainda que João representava, “a realidade vivenciada por inúmeras famílias”. O caso deu muita visibilidade aos desafios de inclusão, acessibilidade e proteção a crianças e adolescentes neurodivergentes.
“Sua história sensibilizou toda a sociedade mariliense, mobilizando milhares de pessoas em uma corrente de solidariedade, empatia e esperança.”

Memória e conscientização
A proposta diz ainda que atribuir o nome de João à escola vai perpetuar sua memória, bem como criar símbolo da conscientização acerca do autismo.
“Além disso, transformar a dor vivenciada pela comunidade em um legado de respeito, amor ao próximo e valorização da diversidade.”
Não verbal, João era exemplo de impacto do Transtorno que exige mais informação e atenção na comunidade. A condição demanda compreensão sobre os desafios para relações sociais e condutas em público.
Quando desapareceu, no final da tarde de uma segunda-feira com tempestade em Marília, estava com a família em chácara próxima a zona de mata. Foram ao local, aliás, para tranquilizar o menino em época de Páscoa e muita movimentação e barulho em ruas.




