A diretoria da Samsung Electronics e os líderes sindicais não chegaram a um acordo, em negociações de última hora, sobre o pagamento de bônus que evitaria uma greve na gigante sul-coreana de chips de memória.
A administração da empresa afirmou que não pode aceitar a exigência de pagar bônus por desempenho a funcionários de unidades que dão prejuízo. Por outro lado, o líder sindical Choi Seung-ho declarou que a Samsung rejeitou uma proposta de mediação do governo, que já havia sido aceita pelos trabalhadores.
Dirigentes sindicais informaram que a greve seguirá conforme planejado, entre os dias 21 de maio e 7 de junho. No entanto, ainda não há certeza se os trabalhadores de fato cruzarão os braços a partir desta quinta-feira. Isso porque o governo da Coreia do Sul alertou que pode acionar poderes de mediação emergencial para suspender a paralisação por um mês e forçar um acordo.
“Não deve haver greve em hipótese alguma”, disse a Samsung, acrescentando que continua aberta ao diálogo com o sindicato para evitar a paralisação.
Mesmo que a greve comece na quinta-feira, o impacto pode ser limitado, pois um tribunal local, no início desta semana, concedeu parcialmente a liminar da empresa contra a greve. Segundo a Samsung, o tribunal determinou que o sindicato mantenha a operação normal em certas instalações-chave de produção durante a mobilização.
O primeiro-ministro sul-coreano, Kim Min-seok, disse que uma greve poderia provocar grande turbulência na economia, observando que a Samsung responde por cerca de 23% das exportações totais da Coreia do Sul e por 26% do mercado acionário local.
As preocupações com uma greve provavelmente já foram, em grande parte, precificadas nas ações, disseram analistas da KB Securities em relatório.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Com informação do Estadão de Conteúdo/Dow Jones Newswires.
Imagem:




