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Calor retorna e chuva enfraquece no Centro e no Sul do Brasil

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Choveu intensamente entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil em mais um final de semana. Tempestades pontuais provocaram acamamento de cana de açúcar em Jaú (SP) e destruição de milharais em Deodápolis (MS) e Ivinhema (MS).

O acumulado de 14 dias passou dos 100 milímetros no norte do Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul e chegou aos 90 milímetros no oeste e no sul de São Paulo, quantidades que normalmente são vistas ao longo de 30 dias.

Além da chuva, o frio é persistente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e no sul da Amazônia. Por outro lado, as geadas não afetaram de forma significativa as áreas de milho do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

A maior preocupação para o agro ainda gira em torno da estiagem que penaliza cada vez mais a segunda safra de milho, desde o norte de São Paulo até o sul dos Estados do Maranhão e do Piauí. No Vale do São Francisco, entre o norte de Minas Gerais e a Bahia, não chove de forma significativa há pelo menos 60 dias.

Até o fim desta semana, a situação pouco muda e o frio toma conta de boa parte do País. Além disso, a chuva será mais intensa desde os milharais do sul do Paraná até os cafezais da Zona da Mata de Minas Gerais e do Espírito Santo. Porém, quem mais precisa de chuva receberá um acumulado muito baixo e que não mudará o ambiente agrícola.

A maior novidade fica para o início da semana que vem, com o retorno do calor a boa parte do País. Como exemplo, em Ponta Porã (MS), a temperatura máxima, que atualmente não chega aos 20°C, passará dos 30°C nos últimos dias de maio.

Juntamente com o calor, a chuva diminui significativamente entre o Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo e permite a retomada das atividades de campo, especialmente o plantio de trigo, que acontece em ritmo lento no primeiro Estado.

Por outro lado, a chuva ficará mais ao sul e alcançará sobretudo a fronteira oeste do Rio Grande do Sul. A precipitação também aumenta na Argentina e deve diminuir o ritmo de colheita de milho e soja no país vizinho.

Nos EUA, soja e milho avançam

Os plantios de milho e soja avançam rapidamente nos Estados Unidos e alcançam 76% e 67% do total das áreas, respectivamente.

No milho, o plantio está tão avançando quanto no ano passado e mais rápido que a média dos últimos cinco anos. Já o plantio da soja está mais acelerado do que no ano passado e do que a média dos últimos cinco anos.

Por outro lado, as condições meteorológicas vêm sendo desfavoráveis ao desenvolvimento do trigo de inverno, e apenas 27% das áreas instaladas estão em boas condições, de acordo com o Departamento de Agricultura do país.

Sinais de alerta para o El Niño

Nesta semana, a NOAA atualizou as observações de anomalia de temperatura do Pacífico e, pela primeira vez, o adicional alcançou 0,5°C na região central e equatorial do oceano, patamar considerado de início para o fenômeno El Niño.

O Índice de Oscilação Sul, que mede se a temperatura do Pacífico está influenciando a atmosfera, indica que o fenômeno já vem trazendo impactos desde meados de abril, antes mesmo da anomalia da temperatura alcançar o 0,5°C.

Porém, é importante salientar que o fenômeno ainda está em processo de formação, e não obrigatoriamente passará a chover sem parar na região Sul a partir de agora.

Em 2015, por exemplo, mesmo com o El Niño se formando no outono, foram registrados alguns meses secos e quentes, como agosto. Apenas a partir da primavera, com o maior aquecimento do Pacífico, é que a chuva ficou acima do normal em todos os meses da estação.

Considerando o cenário em 2026, a tendência para junho, inclusive, é de que a chuva fique mais espaçada do que a precipitação registrada nestas duas últimas semanas de maio.



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