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A Energisa anunciou a venda de cinco ativos de transmissão para a Taesa, com um enterprise value de R$ 2,29 bilhões, considerando uma dívida líquida de R$ 748 milhões, resultando em um equity value de R$ 1,54 bilhão.
O acordo, que abrange operações em Tocantins, Pará e Goiás, está sujeito à aprovação da ANEEL e do Cade. Após a transação, a Energisa continuará operando uma plataforma de transmissão com receita anual permitida de R$ 777 milhões, mantendo uma estrutura diversificada em energia.
A venda faz parte da estratégia de otimização e reciclagem de capital da Energisa, que busca reduzir sua dívida líquida de R$ 33,2 bilhões.
A Taesa, por sua vez, aumentará sua capacidade de transformação em 33% e adicionará R$ 291 milhões em receita anual.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Holding de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, a Energisa movimentou o balcão do setor na madrugada desta quinta-feira, 21 de maio, ao anunciar a venda de cinco ativos de transmissão para a Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa).
Segundo a companhia, o acordo envolve operações nos estados do Tocantins, Pará e Goiás e considera, com data-base de 31 de dezembro de 2025, um enterprise value de R$ 2,29 bilhões. Excluindo a dívida líquida dos ativos, de R$ 748 milhões, o equity value da transação é de R$ 1,54 bilhão.
Em fato relevante, a Energisa também informou que o preço da operação será corrigido pelo CDI a partir da data base até o fechamento do negócio, que, entre outras etapas, está sujeito à aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O grupo afirmou ainda que, após a transação, seguirá operando uma plataforma de transmissão cuja receita anual permitida – valor que as empresas do setor recebem para prestar seus serviços – de R$ 777 milhões, levando-se em conta cinco ativos operacionais e três outros em construção.
Nesse contexto, o grupo observou que manterá uma plataforma diversificada de energia, ancorada em distribuição e forte crescimento em gás, além da estabilidade e da opção do crescimento de longo prazo em transmissão.
Ao mesmo tempo, a Energisa ressaltou que o acordo está alinhado à estratégia de otimização da sua estrutura e reciclagem de capital. E que os recursos serão destinados à sua desalavancagem e ao financiamento do seu crescimento orgânico, reduzindo a necessidade de novas dívidas.
Em seu balanço mais recente, divulgado neste mês e referente ao primeiro trimestre de 2026, a companhia reportou uma dívida líquida de R$ 33,2 bilhões, contra R$ 32,8 bilhões no fim de 2025. Nessa mesma base, a alavancagem teve queda do patamar de 3,6 vezes para 3,5 vezes.
Como parte desses esforços para fortalecer sua estrutura de capital, em abril, a Energisa assinou um memorando de entendimentos não vinculante com o Itaú Unibanco para a subscrição da totalidade das ações preferenciais da Denerge, sua subsidiária, em uma operação de R$ 1,4 bilhão.
O acordo, que ainda depende de algumas etapas, entre elas, a aprovação do Cade, dará ao Itaú uma fatia minoritária direta na Denerge e indireta em ativos como Rede Energia, Energisa Sul-Sudeste, Energisa Mato Grosso do Sul e Energisa Mato Grosso.
Na outra ponta da transação anunciada hoje, a Taesa ressaltou que, com o movimento, ampliará sua capacidade de transformação em cerca de 33%, alcançando aproximadamente 18 mil MVA (megavolt-ampère). E adicionará uma receita anual permitida de R$ 291 milhões à sua operação.
Em outra frente, o grupo ressaltou que a proximidade dos ativos com suas concessões abre caminho para a captura de sinergias, reforçando sua presença em áreas estratégicas do segmento de transmissão no País.
As ações da Energisa fecharam o pregão de ontem com alta de 2,27%, avaliando a companhia em R$ 14,9 bilhões. Já os papéis da Taesa, avaliada em R$ 39,8 bilhões, encerraram as negociações com uma valorização de 1,34%.




