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Citi eleva recomendação da Magalu para neutra, mas mantém classificação de alto risco

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Bloomberg Línea — O banco americano Citi deixou de recomendar a venda das ações da Magazine Luiza (MGLU3) e passou para uma posição neutra, ou seja, não indica comprar nem vender os papéis.

O selo de alto risco, porém, foi mantido pela instituição, o que indica que os analistas ainda enxergam volatilidade relevante no horizonte.

Apesar da visão de maior cautela divulgada pela insituição, as ações registravam alta de 3,93% com cotação de R$ 5,55 no final da manhã desta sexta-feira (5), em um movimento que indica ajuste técnico diante da desvalorização de 42% nos últimos 12 meses.

Veja mais: Mais caixa, menos dívida: o plano do Magazine Luiza após desalavancagem, segundo o CFO

A mudança ocorre após os papéis acumularem queda de cerca de 40% apenas no acumulado deste ano.

Para o Citi, essa desvalorização já incorpora boa parte dos problemas conhecidos: juros elevados por tempo prolongado e demanda mais fraca em produtos como televisores, geladeiras e eletrodomésticos, que são categorias centrais para a varejista.

O banco destacou dois movimentos positivos na operação da empresa. O primeiro é o retorno do foco às lojas físicas, canal em que a Magalu tem presença consolidada e margens mais altas do que no ambiente digital.

O segundo é o controle de despesas: os gastos com vendas, administração e estrutura geral cresceram abaixo da inflação em dez dos últimos 13 trimestres, um dado interpretado pelos analistas como sinal de disciplina operacional.

Para o segundo trimestre de 2026, o Citi projeta crescimento de 8% nas vendas em mesmas lojas físicas, impulsionado pelos torneios de futebol do período, que historicamente elevam a procura por televisores e eletrônicos.

O canal digital, por outro lado, segue pressionado. O banco estima queda de 5% no volume de vendas do marketplace, plataforma que conecta vendedores terceiros aos consumidores, no segundo trimestre deste ano, frente ao mesmo período de 2025.

Uma recuperação nesse segmento só é esperada para o segundo semestre, quando as bases de comparação ficam menos desfavoráveis.

O ponto de maior atenção é o endividamento. A relação entre a dívida líquida da empresa e o resultado operacional ultrapassou três vezes no primeiro trimestre de 2026. Em um cenário de juros elevados, esse nível de alavancagem pressiona as despesas financeiras e reduz o lucro.

O Citi revisou para baixo suas estimativas de resultados e passou a projetar lucro de R$ 113 milhões em 2026 e R$ 425 milhões em 2027, ante R$ 273 milhões e R$ 552 milhões nas projeções anteriores.

Veja mais: Sem ‘bala de prata’, Westwing busca lucro após 5 fundos comprarem fatia da Mastercard

A lógica por trás da atualização é de uma avaliação mais relativa em relação à empresa. Com as ações sendo negociadas a menos de dez vezes o lucro estimado para 2027, o Citi entende que o preço atual já desconta os principais riscos conhecidos.

O preço-alvo foi fixado em R$ 6,50 por ação, ante R$ 7,00 anteriormente, uma redução que reflete os resultados abaixo do esperado no primeiro trimestre e o impacto de juros mais altos nas despesas financeiras da companhia.

A mensagem do banco é que a Magazine Luiza deixou de ser uma aposta claramente desfavorável, sem que tenha se tornado, ainda, uma história de recuperação consolidada.

Na L’Occitane, rede au Brésil já é 60% do negócio no país. A meta é triplicar operação





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