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Canaã Capital cresce e aposta em estratégia personalizada diante dos desafios de 2026 • Marília Notícia

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Sócio-fundadores do Canaã Capital, Mateus Castanheira, Gustavo Spers e Lucas Caldeira (Foto: Geovana Rodrigues/Marília Notícia)

Guerras internacionais, incertezas políticas, mudanças econômicas e a proximidade da Copa do Mundo têm ampliado os desafios para quem busca investir com segurança em 2026. Diante desse cenário, a Canaã Capital aposta em planejamento estratégico e acompanhamento constante dos clientes para enfrentar períodos de volatilidade.

Com sede em Marília, o escritório especializado em assessoria financeira atende cerca de 160 clientes ativos e administra mais de R$ 130 milhões em patrimônio. A expectativa é encerrar o ano com aproximadamente R$ 200 milhões sob gestão, segundo os sócios-fundadores.

A empresa atua por meio da plataforma da XP Investimentos e recebeu, em abril deste ano, uma premiação em Nova York, nos Estados Unidos, relacionada à estrutura estratégica adotada e aos resultados apresentados aos clientes.

Sediado em Marília, Canaã Capital atende clientes do país e do exterior (Foto: Geovana Rodrigues/Marília Notícia)

O perfil predominante dos investidores atendidos pela Canaã Capital reúne patrimônios a partir de R$ 300 mil, com carteira média em torno de R$ 900 mil. A base inclui clientes da região, de outros estados e também brasileiros residentes no exterior.

Estratégia acima dos produtos

Para os sócios, a quantidade de fatores capazes de impactar os mercados exige mais do que a simples escolha de investimentos.

“O mercado está sendo impactado por uma quantidade muito grande de variáveis ao mesmo tempo. Temos a taxa de 25% imposta pelo Trump ao Brasil, a queda extremamente expressiva do bitcoin, uma captação fortíssima nos últimos 30 dias de empresas de IA e aprovação da mudança da jornada de trabalho 6×1. Tudo isso acontecendo ao mesmo tempo”, afirmou o sócio-fundador Mateus Castanheira.

Segundo ele, o diferencial está na construção de estratégias personalizadas para cada investidor. “Nós não somos uma casa de produtos. Aqui eu vendo uma estratégia. O produto é o meio que utilizamos para cumprir nossa estratégia com cada cliente.”

Sócios acompanham mercado financeiro diariamente para entregar melhor estratégia aos clientes (Foto: Geovana Rodrigues/Marília Notícia)

A metodologia inclui acompanhamento frequente e revisões periódicas das carteiras conforme as mudanças do cenário econômico.

“Fazemos um acompanhamento mensal com os clientes, em vídeo, para alinhar as expectativas deles às realidades daquele momento no mercado”, explicou Castanheira.

Resultados e crescimento

De acordo com a Canaã Capital, a estratégia adotada busca preservar patrimônio e aproveitar oportunidades mesmo em momentos de instabilidade.

“No ano passado, a nossa estratégia rendeu 18,10%. No mesmo período, o mercado pagou 14%. Entregamos mais de 30% acima, com uma estratégia sólida, extremamente conservadora, com risco totalmente controlado”, afirmou Castanheira.

Sócio-fundador Lucas Caldeira diz que leitura dos cenários macroeconômicos tem orientado as decisões do escritório (Foto: Geovana Rodrigues/Marília Notícia)

A leitura dos cenários macroeconômicos também orienta a alocação dos recursos.

“Desde dezembro, quando começou um rally no Ibovespa, nós migramos um pouco para a bolsa norte-americana. A estratégia é muito mais voltada para análise de fluxo de cenário macro para o micro”, disse o sócio-fundador Lucas Caldeira.

Para os próximos meses, a empresa acompanha de perto os impactos do período eleitoral sobre os mercados. “O mercado sempre vai tentar prever quem vai ganhar”, observou Caldeira.

Já o sócio-fundador Gustavo Spers destaca que a volatilidade típica dos anos eleitorais já pode ser percebida nos movimentos recentes da Bolsa de Valores. “Ano de eleições é de bastante volatilidade”, afirmou.

Atenção redobrada durante a Copa

Além dos fatores econômicos e políticos, a Canaã Capital alerta para um comportamento comum em anos de Copa do Mundo: a redução da atenção dos investidores ao mercado financeiro.

“A competição gera uma alienação. Parece que tudo deixa de existir. Nada mais importa a não ser os jogos da Copa do Mundo. E é nesse ponto que o investidor precisa tomar mais cuidado”, afirmou Caldeira.

Para Castanheira, é justamente nesses momentos que a assessoria financeira ganha ainda mais relevância.

“A assessoria serve praticamente para isso. Para continuar informando o cliente durante um período em que ele não quer, enquanto nos outros meses do ano ele fica o tempo todo acompanhando o mercado.”





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