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Para o CEO da JBS, é inaceitável que o Brasil deixe de fornecer carne à UE

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Com o governo brasileiro e as associações do setor de proteína animal mobilizados para reverter a decisão da União Europeia de vetar a carne brasileira, a JBS trabalha com o cenário-base de que a questão vai ser superada, segundo o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni. O executivo participou, nesta terça-feira, do AGRO 360º, evento promovido por uma parceria entre The AgriBiz e Brazil Journal.

Segundo o executivo, na última sexta-feira o governo brasileiro entregou ao bloco a documentação exigida pelos europeus para comprovar que o uso de antimicrobianos segue as regras locais. Pela legislação europeia, o uso de antibióticos como promotores de crescimento é proibido.

O Brasil foi retirado de uma lista de fornecedores que cumprem as regras sanitárias do bloco para o uso de antibióticos em produtos de origem animal. Se o País não conseguir comprovar que possui um sistema capaz de garantir que cumpre as regras até setembro, terá as suas exportações de carnes vetadas.

“O que a UE está exigindo são garantias oficiais de que os produtos que chegam lá sejam auditados pelo governo brasileiro. As indústrias já cumprem a legislação, mas eles estão pedindo uma certificação oficial do governo”, explicou Tomazoni.

“Agora, o Brasil tem que estar com uma posição muito efetiva na União Europeia, trabalhando em cima para que a gente possa reverter isso. Não dá para aceitar que a gente não forneça à UE, já que nós produzimos de acordo com os regulamentos da UE”, disse Tomazini a jornalistas, após o evento.

Para ele, o Brasil precisa “fazer o que for necessário” para não perder um mercado premium como a UE. “E eu acho que temos todas as condições de reverter, porque nós produzimos de acordo. É uma questão de dar uma garantia oficial de que cumprimos a legislação”, acrescentou. “É uma questão que, para mim, vai ser superada.”

Mais cedo, durante o painel, Tomazoni disse que a decisão da UE até poderia ser interpretada como uma barreira não tarifária, mas ressaltou que a exigência imposta ao Brasil é a mesma apresentada aos produtores locais. “Eles apenas querem equiparar.”

“Temos até setembro para provar que somos capazes. Essa urgência tem sido percebida por todos os órgãos envolvidos no setor. Claramente vamos conviver com isso. Não será a última vez, temos que construir um sistema de rastreabilidade e transparência para garantir que o Brasil possa acessar esses mercados exigentes e aqueles que vão se proteger em busca de segurança alimentar”, finalizou.

A cobertura completa do AGRO 360º será publicada nos sites de The AgriBiz e Brazil Journal nos próximos dias.



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