Aos senadores, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, falou: “o banco vai colaborar com as investigações e com a punição dos responsáveis pelas fraudes”. Ele esteve na Comissão de Assuntos Econômico do Senado para falar sobre o esquema com o Master.
O convite se transformou em convocação porque Nelson Souza disse que só compareceria após a publicação do balanço do BRB do ano passado. Publicação que ainda não ocorreu. Só vai ocorrer, segundo ele, ao final da auditoria independente. Nesta terça-feira (9), aos senadores, o presidente do BRB completou:
“Não temos interesse em cobrir qualquer coisa do passado. Pelo contrário. Nós estamos trabalhando de mãos dadas com a Polícia Federal, com a Procuradoria Geral da República, com o Banco Central, com o STF e por isso que nós estamos aqui hoje nessa Comissão”.
Apesar de dizer que não poderia dar todas as informações por conta do sigilo bancário e das investigações, o presidente do BRB, disse que quando assumiu, em novembro, após a Operação Compliance Zero, 23% das ações do BRB estavam em nome de pessoas ligadas ao Master. O bloqueio já foi feito e o pedido de ressarcimento também.
Um acordo de recuperação do banco foi firmado a partir da conciliação com o governo e o Supremo Tribunal Federal. O projeto de lei foi encaminhado à Câmara Legislativa pela governadora Celina Leão. A proposta autoriza a captação de empréstimo superior a R$ 6,5 bilhões com o FGC, o Fundo Garantidor de Crédito.
“Eu tenho 45 anos no mercado financeiro, mas eu nunca vi uma engenharia financeira feita dessa natureza e tão republicana. É um empréstimo do FGC, que é um fundo privado, que é constituído pelas contribuições dos bancos públicos ou privados, que ele faz para o GDF com a fiança ou com a garantia. dos grandes bancos brasileiros e a contra garantia de FPE e FPM dada a esses bancos pelo GDF. É uma engenharia financeira jamais vista neste país”.
O presidente do BRB ainda fez um apelo aos senadores do Distrito Federal pela aprovação da proposta na Câmara Legislativa.




