A disputa entre as gigantes de IA segue com mais um round verbal. Depois de a Anthropic admitir que haverá muitas demissões por conta da inteligência artificial e recomendar ao governo dos EUA atualizar os sistemas de TI voltados para pagamentos de rescisões trabalhistas, Jeff Bezos, fundador da Amazon, fez questão de rejeitar as previsões de que a inteligência artificial (IA) levará à destruição em massa de empregos.
Segundo ele, ao contrário, a tecnologia vai inaugurar “múltiplas eras de ouro”. O fundador da Amazon disse ao “Financial Times” que seu novo laboratório de IA de US$ 41 bilhões, o Prometheus, usará a tecnologia para transformar a manufatura e a engenharia.
Ao expor sua visão para o Prometheus, a primeira empresa que lidera desde que deixou o comando da Amazon em 2021, Bezos rebateu os alertas de que a IA devastará o mercado de trabalho. “Quem conclui precipitadamente que todos os empregos vão desaparecer… acho que essas pessoas estão simplesmente erradas”, disse Bezos. Ele aposta que a IA será uma força positiva em todo o seu vasto império de negócios, que abrange a exploração espacial, robótica, entregas, computação em nuvem e pesquisas sobre longevidade.
“Todas as coisas em que trabalho hoje têm alguma relação com a IA”, disse ele. “Estamos vivendo, neste momento, várias eras de ouro ao mesmo tempo, certamente no campo da IA… Mas acho que isso também vale para o espaço e para outras áreas como a biotecnologia. Acho que veremos uma série de feitos extraordinários se desenrolarem ao longo da próxima década”, adicionou.
O Prometheus — lançado em novembro passado por Bezos e Vikram Bajaj, executivo-chefe-adjunto e ex-executivo do Google — ainda não revelou sua ferramenta e enfrenta a concorrência de uma série de startups que estão desenvolvendo produtos baseados em IA voltados para processos físicos.
A empresa captou US$ 12 bilhões de investidores como JP Morgan Chase, BlackRock e o próprio Bezos, alcançado uma avaliação de US$ 41 bilhões, já incluído esse aporte de capital. O “Financial Times” anunciou em primeira mão a rodada de financiamento. O plano é desenvolver um “engenheiro artificial geral”, treinando o sistema com dados do mundo real para que ele adquira uma compreensão da física que vá além dos grandes modelos de linguagem que sustentam os produtos de IA mais populares da atualidade.




