O Estado de São Paulo concentra 81 dos 94 municípios brasileiros mais próximos da universalização do saneamento básico. É o que aponta o Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2026, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental.
O levantamento avaliou 2.558 municípios, que reúnem cerca de 80% da população do país e incluem todas as 27 capitais, com base em dados de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA).
A categoria “Rumo à universalização”, a mais alta das quatro definidas pelo estudo, enquadra os municípios com nota geral igual ou superior a 489, em uma escala que vai até 500 pontos.
LEIA TAMBÉM: Novas tecnologias vão ampliar em 148% o tratamento de esgoto de estação que atende zonas norte e leste de São Paulo
Nacionalmente, apenas 3,76% dos municípios foram classificados nessa categoria. Além das 81 cidades de São Paulo, outros estados que aparecem no topo são Paraná (8 cidades), Minas Gerais (3), Santa Catarina (1) e Goiás (1).
“São Paulo demonstra, mais uma vez, sua liderança nacional em saneamento básico. O ranking evidencia que os investimentos recordes realizados no estado estão se traduzindo em resultados concretos para a população. A antecipação da universalização para 2029, quatro anos antes da meta nacional, mostra que é possível acelerar a expansão dos serviços com planejamento, eficiência e capacidade de investimento. Nosso compromisso é garantir que mais paulistas tenham acesso à água de qualidade, coleta e tratamento de esgoto, promovendo saúde, dignidade e desenvolvimento sustentável”, destacou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende.
Ao todo, o estado teve 599 municípios avaliados, com mais da metade nas duas faixas superiores do ranking e nenhum classificado no pior nível. Veja as faixas e quantas cidades do estado estão nelas:
- “Rumo à universalização”: 81 cidades;
- “Compromisso com a universalização”: 243;
- “Empenho para universalização”: 275;
- “Primeiros passos para a universalização”: 0.
Seis cidades com nota máxima, todas paulistas
Das seis únicas cidades do país que alcançaram a pontuação máxima, de 500 pontos, todas são de São Paulo: Leme, Jales, Santópolis do Aguapeí, Paranapuã, Cardoso e Gastão Vidigal. Com exceção de Leme, todas são atendidas pela Sabesp.
LEIA TAMBÉM: Entenda como a alta de 120% nos investimentos em saneamento em SP melhora renda e saúde da população
Entre os municípios de grande porte, além de Leme, alcançaram a categoria de excelência: Santa Bárbara d’Oeste, Presidente Prudente, Assis, Birigui, Franca, Barretos, Salto, Hortolândia, Araçatuba, Piracicaba, Catanduva, Indaiatuba e Botucatu.
A capital, São Paulo, ficou na segunda faixa do ranking, “Compromisso com a universalização”, com 465,56 pontos.
LEIA TAMBÉM: SP tem 7 cidades no ranking das 12 com padrão de excelência entre as que menos desperdiçam água no Brasil
Metodologia
Os autores do estudo estimam as notas a partir de cinco indicadores, que valem até 100 pontos e depois são somados:
- atendimento com água;
- atendimento com coleta de esgoto;
- tratamento de esgoto;
- coleta de lixo;
- disposição final do lixo.
O ranking mede a proximidade de cada município em relação à meta do Marco Legal do Saneamento. A lei prevê universalizar os serviços no país até 2033, com 99% da população atendida por água tratada e 90% por coleta e tratamento de esgoto.
Meta de universalização antecipada
Com a desestatização da Sabesp, concluída em 2024, a meta de universalização do saneamento em São Paulo foi antecipada de 2033 para 2029, quatro anos antes do prazo previsto no Marco Legal.
Para isso, estão previstos cerca de R$ 70 bilhões em investimentos até 2029, parte dos R$ 260 bilhões contratados para toda a concessão, que se estende até 2060.
Em 2025, primeiro ano completo sob controle privado, a Sabesp investiu R$ 15,2 bilhões, ante R$ 6,9 bilhões em 2024. Foi o maior aporte anual da história da companhia e representou alta de 120%.




