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Fiagro da JiveMauá nasce com proteção ao investidor e dois anos de carência

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Quase seis meses após estruturar uma vertical para o agronegócio, a JiveMauá tirou do papel seu primeiro Fiagro, o JMAG. Em uma oferta coordenada pela XP Investimentos, a gestora levantou R$ 413 milhões para investir em crédito privado do agro.

“O foco total é alocar bem esse dinheiro. O fundo já está metade alocado, vamos terminar de alocar rapidamente”, disse Paulo Fleury, gestor de agronegócio da JiveMauá, em entrevista ao The AgriBiz.

Uma parte relevante da carteira foi montada antes mesmo da captação aproveitando a existência de outros fundos da JiveMauá. Com a oferta, os ativos foram “tombados” para dentro do JMAG.

“Tem crédito para empresas de maquinário, para produtor rural direto. É um fundo bem diversificado”, disse Fleury. Segundo ele, o crédito a produtores deve ocupar um quarto da alocação do fundo.

Em geral, as operações que compõem o JMAG partem de um piso de R$ 25 milhões e têm, em média, uma duração de três anos e meio. O custo para quem toma esses recursos fica perto de CDI+5% ao ano.

A originação é feita pela própria JiveMauá (ou via club deals, investimentos em conjunto com outras gestoras).

Para ganhar espaço na originação, uma das ferramentas usadas pele JMAG foi a montagem de operações com carência do principal por dois anos — os juros de cada operação são pagos mensalmente, sem carência. É uma alternativa possível por causa do prazo de duração do fundo, de seis anos.

Com os pagamentos mais alongados, a JiveMauá se mostra sensível ao ambiente mais duro vivenciado pelo produtor rural — especialmente de grãos —, que sofre com margens apertadas, juros altos e restrição de crédito no sistema bancário.

“Na hora de originar, o prazo mais longo é uma vantagem, mas também quero garantias melhores”, ressaltou Fleury.

Atração de investidores

Do lado passivo, as margens apertadas do agro criaram a necessidade de dar mais segurança aos investidores do fundo.

Além de trabalhar com uma virada positiva de ciclo no horizonte de médio prazo, a estrutura de garantias do JMAG fez a diferença.

Como já virou praxe, esse fundo também tem uma proteção contra primeiras perdas refletida na estrutura de cotas sênior e subordinada. Assim, na prática, o investidor só perde dinheiro depois que a própria gestora perder.

Na cota sênior (a mais protegida), destinada ao público de varejo, o Fiagro almejava captar R$ 320 milhões e levantou um pouco mais (R$ 351,5 milhões). Os investidores terão uma rentabilidade prefixada de 15% ao ano.

Já a cota subordinada, a primeira a absorver as perdas, conta com recursos da própria gestora e compõe o restante da captação. (A subordinação de cerca de 15% do montante total, é praxe para esse tipo de fundo).

Essa camada de proteção é um adicional ao tipo de proteção que as próprias operações que estão dentro do fundo já contêm.

“O fundo não tem nenhuma operação clean. Se for investir em cotas de outro FIDC, por exemplo, será em cotas seniores desse fundo. Numa operação com produtor, vou ter alienação fiduciária de terras e assim por diante”, completa Fleury.



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