Bloomberg — Enquanto Lionel Messi se prepara para entrar em campo na terça-feira (16) para a primeira partida de sua sexta e última Copa do Mundo, os argentinos correm atrás de outro prêmio: a rara figurinha dourada do craque.
Milhares de crianças e adultos se reúnem no Parque Rivadavia, um parque histórico no centro de Buenos Aires, onde colecionadores trocam selos, moedas e, agora, figurinhas da Panini, para completar álbuns com os rostos de todos os jogadores que representam as 48 seleções que disputam a Copa do Mundo.
Depois de conquistar o último torneio, em 2022, Messi é rei.
“Se eu conseguir, vou guardar pelo resto da vida. Vai dormir comigo”, disse Franco Logiurato, de 14 anos.
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O álbum deste ano tem espaços para 980 figurinhas, e a fabricante italiana oferece outras 20 figurinhas raras colecionáveis com os jogadores mais populares, cada uma disponível nas versões roxa, bronze, prata e dourada. Uma figurinha colecionável extra aparece, em média, a cada 100 pacotes, disse a empresa à Bloomberg News.
Logiurato já completou o álbum — o que custou um salário inteiro do pai — e agora está atrás da figurinha dourada de Messi.
“Pense bem”, disse ele. “É a última Copa do Mundo de Messi. É de ouro. Quer dizer, é a coisa mais valiosa que existe.”
A febre ajudou a alimentar a escassez e elevou os preços.
A Panini recomenda a venda de pacotes de sete figurinhas por cerca de US$ 1,40, mas os kioscos, lojas de esquina que conseguem obter estoque, cobram até US$ 2,10, segundo Ernesto Acuña, presidente do sindicato dos kioscos.
Durante a última Copa do Mundo, o governo de esquerda da Argentina interveio diante da escassez. Sob o presidente libertário Javier Milei, Acuña disse que o sindicato não levou o tema adiante.
“É uma mini economia”, disse Tomás Mingrone, de 25 anos, que passa os fins de semana comprando, vendendo e trocando repetidas.
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Um adolescente acabara de se aproximar dele para oferecer uma figurinha comum de Messi. Mingrone ofereceu US$ 10,50. O vendedor foi embora.
“Tem garotos de 12 ou 13 anos aqui que ganham US$ 100 por dia. É incrível”, disse.
Os filhos do astro argentino também entraram na brincadeira, disse Messi em entrevista recente, e estão ocupados tentando completar a coleção de figurinhas dos álbuns.
‘Uma batalha vencida’
Mingrone diz que sabe identificar pacotes que contêm figurinhas extras de colecionador e os vende, fechados, por US$ 17,49 cada.
Logiurato comprou dois, mas não encontrou a figurinha dourada de Messi. Mingrone estima que já abriu cerca de 20 mil pacotes e encontrou apenas duas versões douradas do cobiçado megastar argentino.
Santiago Arce, de 22 anos, foi um dos poucos sortudos a encontrar a figurinha dourada de Messi e a está oferecendo à venda por US$ 140.
Para consegui-la, Arce trocou quatro extras cobiçadas — Cristiano Ronaldo, de Portugal, Kylian Mbappé, da França, Mohamed Salah, do Egito, e Jude Bellingham, da Inglaterra —, além de 10 figurinhas brilhantes e 25 figurinhas comuns de jogadores.
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“Cada extra tem a própria história. Cada uma é uma batalha vencida”, disse Arce.
Nem todos no parque estavam atrás da versão dourada.
Tahiel Cortez, de 11 anos, acabara de tirar uma figurinha comum de Messi de um pacote e sorria de orelha a orelha.
“Não acredito”, disse. “Consegui o Messi!”
Ele ainda precisa de 120 figurinhas para completar o álbum. Mas, por um momento, isso pareceu pouco importar.
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A partir de 15 de julho, a Panini oferecerá figurinhas avulsas para completar os álbuns. As figurinhas colecionáveis extras não estarão disponíveis, disse a empresa.
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