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Poder de compra do suinocultor paulista recua e atinge menor nível em mais de dois anos Agrimidia

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O poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja voltou a cair em maio, refletindo principalmente a desvalorização mais intensa do suíno vivo em relação aos principais insumos da atividade. No caso do milho, o recuo já ocorre há oito meses consecutivos, levando o indicador ao menor patamar desde fevereiro de 2023. As informações foram retiradas do Boletim do Suíno, de maio de 2026, divulgado pelo Cepea neste mês de junho.

Mesmo com a retração nos preços do cereal e do farelo de soja, a queda mais acentuada no valor do animal comprometeu a capacidade de aquisição do produtor. Na região de Campinas (SP), o suinocultor conseguiu comprar, em média, 3,15 quilos de farelo de soja e 4,94 quilos de milho para cada quilo de suíno vivo comercializado, reduções de 6% e 4,9%, respectivamente, em relação a abril.

Na comparação com maio do ano passado, as perdas são ainda mais expressivas: o poder de compra caiu 34% frente ao farelo de soja e 29,5% em relação ao milho.

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Insumos

De acordo com dados da Equipe Grãos/Cepea, os preços do farelo de soja recuaram pelo terceiro mês consecutivo. Em maio, o produto foi negociado no mercado de lotes de Campinas (SP) a R$ 1.716,59 por tonelada, queda de 1,6% frente ao mês anterior.

No mercado de milho, a demanda enfraquecida e as estimativas de produção acima do esperado pressionaram as cotações. A saca de 60 quilos registrou média de R$ 65,60 em maio, recuo de 3,1% e segundo mês seguido de baixa.

O indicador de poder de compra frente ao milho atingiu o menor nível desde fevereiro de 2023, quando um quilo de suíno vivo permitia a aquisição de 5,39 quilos do cereal. Naquele período, o preço do milho era de R$ 91,78, em valores reais corrigidos pelo IGP-DI de abril de 2026.

Suíno vivo

Segundo o Cepea, o suíno vivo negociado na praça SP-5, que engloba Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, apresentou queda de 7,9% em maio, com média de R$ 5,46 por quilo.

O movimento reforça o cenário de pressão sobre as margens da suinocultura paulista, que segue enfrentando desafios diante da relação desfavorável entre preços do animal e custos de produção.

Fonte: CEPEA/Boletim do Suíno



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