A São Martinho continuará usando redes celulares privativas em parte da cobertura de suas fazendas. De acordo com Edi Fiori, head de TI do grupo sucroalcoleiro e bionergético, a tecnologia ainda tem um papel de relevância para aplicações específicas.
É o caso da operação de máquinas à distância que possuem conectividade na frequência de 250 MHz. Durante o MPN Forum, evento organizado por Mobile Time nesta terça-feira, 16, o executivo afirmou que prevê um futuro híbrido com a utilização de diversas tecnologias para conectar os equipamentos e sensores no campo, como redes privativas, satélite de baixa órbita e rede pública, a depender de cada caso de uso e fit com a área de negócio.
Atualmente, a São Martinho está em um processo de mudança de sua cobertura de rede principal, de RCP para a conectividade pública da Vivo. Com 350 mil hectares de área e quatro unidades fabris (três em São Paulo e uma em Goiânia), a companhia usa desde 2018 uma RCP na frequência de 250 MHz.
Hoje, a RCP proprietária da companhia é composta por 32 torres, 43 nodes Bs e cobertura em 70% de sua área, que ajuda a conectar 2,4 mil equipamentos, como veículos, máquinas e coletores que geram 44 informações diferentes por equipamento em média.
São Martinho e Vivo
Com a Vivo, a expectativa é a implementação de 44 novas torres e cobertura em 96% da área da São Martinho, a partir de abril de 2027, quando começa o próximo ano de safra. Neste formato, a companhia colabora para o Capex da operadora e recebe em contrapartida:
- Conectividade celular gerida pela operadora;
- Cobertura de rede para 57 cidades próximas de suas unidades fabris;
- Garantia de qualidade no serviço de rede em contrato.
Um dos principais motivos para o grupo mudar da rede celular privativa para a rede pública da Vivo é a dificuldade na compra de dispositivos aptos para funcionar na faixa de 250 MHz.
Com a rede da operadora, o head do São Martinho acredita que será possível utilizar um leque mais amplo de equipamentos de internet das coisas, em especial sensores de medição de umidade do solo, clima e monitor de pragas.
A partir da adição dos sensores, o executivo prevê que o seu parque de dispositivos conectados pode dobrar em pouco tempo.
Imagem principal: Edi Fiori, head de TI na São Martinho (crédito: crédito: Galeria Marcos Mesquita/Mobile Time)




