Garça – A Polícia Civil encaminhou à Justiça em Garça relatório final do inquérito sobre a morte de uma gata que teve corpo queimado e acusa C.B.S. por maus-tratos, bem como furto do animal.
O acusado, que chegou a ser preso no dia em que a polícia descobriu o crime, alegou transtornos em saúde mental. Relatou depressão e perda de memória.
A Justiça concedeu liberdade provisória e ele responde ao inquérito em casa. Mas o documento policial aponta C.B.S. deixou a cidade sem autorização e, assim, descumpriu as medidas cautelares.
O relatório segue para análise do Ministério Público e eventual denúncia contra o acusado.
O delegado Adriano Marreiro dos Santos encerrou o caso um mês após a descoberta do caso e prisão do acusado. Veja o passo a passo do crime e apuração
Descoberta do caso
A descoberta do caso ocorreu em vistoria por funcionário do condomínio que revelou o animal morto na churrasqueira. Além disso, identificou material que C.B.S. usou para acender o fogo.
Chamou a Polícia Militar e houve contato com o síndico, que forneceu acesso a imagens do sistema de segurança.
A Polícia Civil passou a analisar imagens e identificaram movimentação da gata, bem como agressão e morte do animal
Furto e agressão
A apuração permitiu identificar também que a gata pertencia a um comerciante com ponto empresarial próximo. Além disso, que o acusado pegou o animal na rua dias antes.
Aliás, o tutor diz que era comum o contato com moradores da região, que chamavam a gata como ‘bigodinha’ e ‘Charlotte’.
No dia dos maus-tratos, as imagens mostram cenas de agressão, como bater o corpo do animal à parede. Depois transporte em uma caixa de papelão até a área de churrasqueira.

Prisão e depoimento
Os policiais encontraram o acusado em seu apartamento e relatam que ele disse saber o motivo da presença policial. No momento não quis comentar o caso.
Na delegacia, C.B.S. declarou que via a gata no trajeto entre sua residência e local de trabalho, que a alimentava. E que, no dia 11, por entender que o animal buscava abrigo, levou-a para sua residência.
Disse também que fazia tratamento psiquiátrico, que foi obrigado a interromper porque o médico foi preso. Afirmou que ficou sem medicação, sofreu um surto com perda de memória e não lembra nada sobre o caso




