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Consumo de ovos no Brasil deve chegar a 307 unidades por pessoa em 2026, aponta estudo do BNB Agrimidia

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O consumo de ovos no Brasil deve alcançar, em média, 307 unidades por pessoa em 2026, crescimento de 6,6% em relação ao ano anterior. A alta é impulsionada pela busca por proteínas de alto valor nutricional e menor custo em comparação a outras fontes de origem animal.

Os dados integram estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), vinculado ao Banco do Nordeste (BNB). O estudo foi publicado no último dia 10 de junho.

O levantamento aponta ainda um cenário positivo para a rentabilidade dos produtores em 2026. Enquanto os preços dos principais insumos, como milho e soja, apresentaram estabilidade ou queda nos primeiros meses do ano, o valor da caixa de ovos acumulou alta superior a 30%, ampliando as margens da atividade.

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O Brasil se mantém entre os maiores produtores mundiais, com produção de 59,44 bilhões de ovos em 2025, avanço de 5,7% na comparação anual. Desse total, 98,58% foram absorvidos pelo mercado interno, evidenciando a força do consumo doméstico como principal motor do setor.

Nordeste em expansão

No recorte regional, o Nordeste consolidou sua posição como um dos principais polos da avicultura de postura ao produzir 10,83 bilhões de ovos em 2025, volume 6,75% superior ao registrado no ano anterior. A região responde por cerca de 18% da produção nacional, com destaque para estados como Pernambuco, Ceará e Bahia.

O crescimento é sustentado pelo aumento do consumo interno, pela modernização das granjas e pela maior disponibilidade de insumos. Regiões como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia) têm papel estratégico na oferta de grãos, fortalecendo a cadeia produtiva.

Na Bahia, a produção atingiu 22,9 milhões de dúzias apenas no quarto trimestre de 2025, mantendo o estado entre os principais produtores da região. A expansão ocorre principalmente no interior, acompanhando investimentos em tecnologia e aumento da demanda.

Segundo o superintendente estadual do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro Lima Neto, o cenário é favorável para novos investimentos.
“O aumento do consumo, aliado aos avanços tecnológicos e à maior disponibilidade de insumos, cria um ambiente propício para a expansão da atividade”, afirma.

Exportações e perspectivas

Além do mercado interno aquecido, o Nordeste também ampliou sua presença no comércio exterior. No primeiro quadrimestre de 2026, as exportações de ovos de consumo da região cresceram 157,2% em volume e 136,7% em receita, indicando potencial de expansão da cadeia produtiva.

Em âmbito global, a produção de ovos segue em crescimento estrutural, com expansão estimada em cerca de 2% ao ano. A produção mundial deve ultrapassar 100 milhões de toneladas em 2026, com forte concentração na Ásia.

O cenário reforça a tendência de crescimento contínuo do setor no Brasil, sustentado pelo consumo interno, ganhos de eficiência produtiva e ampliação de mercados.

Fonte: Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene)/Banco do Nordeste, com edição Agrimídia



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