Ler o resumo da matéria
A intensa competição entre as Big Techs pela liderança em inteligência artificial (IA) levou a investimentos bilionários em talentos e infraestrutura.
Recentemente, Noam Shazeer, um importante especialista em IA, anunciou sua saída do Google para se juntar à OpenAI, representando um golpe significativo para a gigante da tecnologia, que havia investido US$ 2,7 bilhões para trazê-lo de volta menos de dois anos após sua saída.
As empresas estão utilizando estratégias como “acqui-hire” para recrutar talentos, além de licenciar tecnologias de startups. A escassez de profissionais qualificados tem levado a frequentes mudanças de emprego, como no caso de Ruoming Pang, que deixou a Apple pela Meta e, posteriormente, foi contratado pela OpenAI.
Shazeer é reconhecido por sua contribuição na criação da arquitetura Transformer, fundamental para o desenvolvimento da IA generativa, que impulsionou o avanço dos modelos de linguagem atuais.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A corrida pela liderança na inteligência artificial (IA) tem levado as Big Techs a gastar bilhões de dólares não apenas em infraestrutura, mas também em talentos, gerando uma intensa disputa pelos melhores profissionais para desenvolver modelos de linguagem.
A mais recente movimentação se tornou pública na quinta-feira, 18 de junho, quando Noam Shazeer anunciou que deixará o Google para trabalhar na OpenAI.
“Estou muito feliz em compartilhar que me juntarei à OpenAI e estou ansioso para trabalhar com a equipe excepcional de lá”, disse ele, vice-presidente de engenharia do Google e colíder dos modelos de IA da Gemini, em uma publicação no X.
Até o momento, não houve anúncio por parte da OpenAI nem informações sobre o cargo que ele ocupará na empresa de Sam Altman.
A saída de Shazeer representa um duro golpe para o Google, que pagou caro para trazê-lo de volta menos de dois anos após sua saída, demonstrando o quão intensa está a disputa por profissionais com domínio de IA.
Em 2024, o Google assinou um cheque de US$ 2,7 bilhões pela startup de chatbot Character.AI, cofundada por Shazeer. Foi a forma encontrada pela empresa para trazer seu ex-funcionário de volta, juntamente com sua equipe de pesquisadores, para reforçar sua área de IA.
As Big Techs estão pagando bilhões de dólares por startups de IA para recrutar especialistas na tecnologia, cuja disponibilidade ainda é escassa no mercado. Para isso, têm recorrido a diferentes formatos, e não apenas ao tradicional headhunter acompanhado de uma proposta salarial elevada.
Uma dessas estratégias é o chamado acqui-hire, utilizado pelo Google com Shazeer. Trata-se de uma estratégia corporativa em que uma empresa compra outra principalmente para absorver seus talentos, e não necessariamente seus produtos ou serviços. É o “M&A de pessoas”.
As Big Techs também têm recorrido a um modelo em que contratam fundadores e principais pesquisadores de IA de startups e licenciam a tecnologia dessas empresas.
A Microsoft fez algo semelhante em 2024 com a Inflection AI, contratando seu diretor-executivo, Mustafa Suleyman, para comandar a unidade de IA Copilot. Além disso, pagou uma taxa de licenciamento de US$ 650 milhões à empresa, segundo informações do jornal The Wall Street Journal (WSJ).
A escassez de talentos também faz com que profissionais mudem frequentemente de empresa em busca da melhor oferta. Em 2025, a Apple perdeu Ruoming Pang, seu principal executivo de modelos de IA, que passou para o lado da Meta.
Uma reportagem da agência Bloomberg informou que a companhia de Mark Zuckerberg ofereceu um pacote avaliado em dezenas de milhões de dólares por ano para atrair Pang. A empresa vem investindo fortemente em IA — somente em 2023, a Meta destinou US$ 78,4 bilhões à tecnologia, valor utilizado inclusive para recrutar profissionais da OpenAI e da Anthropic.
Apesar de ter pago caro por Pang, ele não permaneceu muito tempo na Meta. Segundo informações do site The Information, ele foi contratado no começo do ano pela OpenAI, sete meses após iniciar sua trajetória na Meta.
No caso de Shazeer, a OpenAI está trazendo um profissional considerado um dos pioneiros da IA. Mais do que ajudar a recolocar o Google na corrida da IA, reduzindo a distância em relação ao ChatGPT, ele é um dos responsáveis pela formulação dos conceitos que deram origem à IA generativa.
Em 2017, quando ainda estava no Google, ele foi coautor de um artigo sobre a arquitetura Transformer, uma forma de construir sistemas de IA capazes de entender e gerar linguagem (e outros tipos de dados) ao analisar simultaneamente as relações entre diferentes partes da informação.
A publicação é considerada um dos fatores que possibilitaram o boom da IA generativa, ao apresentar uma arquitetura capaz de identificar quais partes de uma informação são mais importantes para compreender o contexto, servindo de base para todos os modelos de linguagem mais populares da atualidade.




