As conexões globais em Internet das Coisas (IoT) chegaram a 4,5 bilhões no final de 2025, sendo que 2,6 bilhões foram de banda larga e de missão crítica. De acordo com o Ericsson Mobility Report, a expectativa é que IoT atingirá 8 bilhões de acessos celulares no mundo até 2031, em uma taxa anual de crescimento de 12,5%.
Durante conversa com a imprensa especializada nesta quarta-feira, 23, Paulo Bernardocki, diretor de soluções de rede da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, afirmou que esse movimento será puxado pela banda larga e critical IoT, mas também pelo avanço da capacidade reduzida (RedCap 5G) e de sua versão Aprimorada (eRedCap).
Bernardocki disse que o RedCap 5G está começando a ganhar tração e foi lançado comercialmente por 14 operadoras (CSPs) ao redor do mundo. Por sua vez, o eRedCap começa a ser testado neste ano e terá potencial comercial a partir de 2028: “Assim, nós podemos pensar no (uso do RedCap) no agronegócio, na indústria, em utilities. Tem todo um ambiente onde essa tecnologia será muito útil e produtiva”, disse o executivo.
Embora não esteja no recorte da fornecedora sueca, o diretor explicou que IoT no Brasil se tornou o principal fator de crescimento da base de acessos. Citando dados da Anatel, Bernardocki reforçou que os acessos nacionais de IoT cresceram 15% na comparação ano a ano, enquanto que os acessos de smartphones aumentaram 1%.
“Quando colocamos tudo isso junto, o crescimento de IoT e o crescimento do 5G, podemos ver o que está acontecendo no todo”, completou, antes de explicar o avanço do tráfego de rede que também é impulsionado pela Internet das Coisas no mundo.
Tráfego no Ericsson Mobility Report

Segundo o relatório da companhia, o tráfego mensal de dados na rede móvel no mundo chegou a 210 exabytes (EB) no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 22% contra 172 EB de um ano antes. Bernardocki nota que o incremento de tráfego se estabilizou em 20%, mas em volume absoluto este foi o maior crescimento desde o começo da série.
Desse total de 210 EB, a América Latina responde por 8 EB. Com a população na região, base instalada de equipamentos, a Ericsson prevê que há espaço para crescimento de tráfego na região. Com isso, a estimativa da fornecedora é que o tráfego mensal de dados móveis na América Latina será de 21 EB com CAGR de 21% até 2031.
No mesmo período, a Ericsson prevê que o tráfego global de dados móveis deve crescer 2,2 vezes e, se incluir o fixed wireless access (FWA), será um aumento de 2,5 vezes ante 2025. Por tecnologia, o 5G deve passar de 48% para 85% de representatividade no tráfego.




