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Vacinação contra salmonela reduz mortalidade em 54% na suinocultura Agrimidia

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A vacinação contra a salmonela tem se consolidado como uma importante ferramenta para a sanidade na suinocultura. Dados apresentados por especialistas do setor mostram que a imunização pode reduzir a mortalidade dos animais em até 54%, além de contribuir para o aumento da rentabilidade nas granjas.

A salmonelose é considerada uma das principais enfermidades que afetam a produção animal e também representa um desafio para a saúde pública. A doença acomete suínos, aves e seres humanos, provocando prejuízos econômicos e sanitários em toda a cadeia produtiva.

Segundo a coordenadora técnica Amanda Daniel, o número de diagnósticos relacionados à salmonela tem aumentado nos últimos anos, especialmente devido à reemergência de quadros de cólera suína causados por diferentes sorotipos da bactéria.

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Doença gera perdas expressivas

Além dos casos clínicos, a presença de animais assintomáticos nas granjas contribui para a disseminação da bactéria, elevando a contaminação ambiental e aumentando a pressão de infecção nos rebanhos.

Entre os principais impactos da salmonelose estão a ocorrência de diarreias, redução do desempenho produtivo e aumento da mortalidade. Em situações de surtos, as perdas podem ultrapassar 20% dos animais.

Imunização melhora resultados

Estudo realizado em uma granja comercial com histórico de elevada mortalidade demonstrou resultados significativos após a adoção da vacinação.

A taxa de mortalidade caiu de 6,51% para 2,97%, o que representa uma redução de 54,38%. Além dos ganhos sanitários, o maior número de animais sobrevivendo até o final do ciclo produtivo gerou melhora nos indicadores econômicos da propriedade.

Especialistas destacam que a vacinação deve ser encarada como um investimento dentro dos programas de saúde animal e não apenas como um custo adicional de produção.

Biosseguridade continua essencial

Apesar dos benefícios da vacinação, o controle da salmonela depende da adoção de um conjunto de medidas sanitárias.

Práticas de biosseguridade, como limpeza e desinfecção das instalações, controle de trânsito de pessoas e animais, manejo adequado e realização de vazio sanitário, continuam sendo fundamentais para reduzir os riscos de disseminação da doença.

A combinação entre vacinação e biosseguridade é apontada como a estratégia mais eficiente para proteger os rebanhos, reduzir o uso de antimicrobianos e garantir maior produtividade na suinocultura.

Fonte: Canal Rural, com edição Agrimídia



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