A República Tcheca foi eliminada da Copa do Mundo nesta quarta-feira, após perder por 3 a 0 diante do México e terminar na lanterna do Grupo A da competição. Após a derrota, o atacante Patrick Schick, de 30 anos, surpreendeu ao anunciar que estaria se aposentando da seleção.
Além de referência da atual geração tcheca, Schick também é o terceiro maior artilheiro da história da seleção do país, com 26 gols, empatado com Vladimir Smicer. O atacante só fica atrás dos já aposentados Jan Koller (55) e Milan Baros (41).
“Hoje, encerro minha trajetória na seleção nacional. Esta decisão não foi tomada por impulso nem da noite para o dia. É algo que carrego comigo e sobre o qual reflito há muito tempo.”, declarou.
“Foi uma jornada repleta de emoções, alegrias, decepções, vitórias e momentos difíceis. Sempre procurei dar o meu melhor pela seleção e representar nosso país da melhor maneira possível.”, acrescentou.
Em sua carta, se disse orgulhoso por ter representado o país, mas cobrou mudanças na seleção.
“Saio orgulhoso do que conquistei vestindo a camisa da seleção, mas, ao mesmo tempo, com a sensação de que o futebol tcheco tem muito, muito mais a oferecer do que tem demonstrado nos últimos anos.”, escreveu.
“Precisamos encarar a realidade e mudar várias coisas que não têm funcionado a longo prazo. Não digo isso por raiva ou decepção, mas sim porque me importo com o futebol tcheco.”, completou.
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Reconhecido
Em suas redes sociais, a federação tcheca de futebol agradeceu ao atacante pelos serviços prestados.
“Após dez anos na seleção nacional, Patrik Schick decidiu encerrar sua carreira internacional. Ele deixa para trás gols e momentos inesquecíveis que os torcedores tchecos guardarão na memória por muito tempo.”, anunciou.
“Obrigado por cada partida, cada gol e pelo orgulho com que você representou a República Tcheca.”, agradeceu.
Técnico na bronca
Em coletiva após a derrota para o México, o treinador da República Tcheca, Miroslav Koubek admitou que sua seleção esteve abaixo do esperado e criricou seus jogadores.
“Essa Copa mostrou que precisamos melhorar e contar com atletas mais competitivos, que saibam apresentar um bom desempenho nesse alto nível de uma Copa. Estou convencido que, depois de algumas mudanças, vamos melhorar nas próximas competições. Vou convocar jogadores melhores”, disse.
“Nosso grupo tinha um enorme favorito, que era o México. A gente devia ter jogado melhor contra Coreia e África do Sul”, acrescentou.




