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Bom Futuro reivindica terras da Radar, e partilha com SLC desponta como saída

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A disputa pelas terras da Radar, joint venture entre a Cosan e a firma de investimentos Nuveen, ainda não terminou.

Apesar do exercício da preferência pela SLC, o Grupo Bom Futuro disse nesta sexta-feira à tarde que possui os mesmos direitos por também ser arrendatária e, diante disso, os exerceu perante a Radar para adquirir o bloco de 41 mil hectares em Mato Grosso.

“A Bom Futuro comunica ao mercado que, na condição de arrendatária, exerceu junto ao grupo Radar seu legítimo direito de preferência na aquisição dos imóveis que compõe o denominado Bloco Mato Grosso, na sua totalidade e nos termos da oferta, no montante de R$ 1,85 bilhão”, informou a Bom Futuro, em nota.

A celeuma é resultado do formato da transação feita pela Radar. O bloco de 41 mil hectares totais (sendo 28,8 mil hectares agricultáveis) contempla fazendas que estão arrendadas para grupos diferentes (incluindo SLC e Bom Futuro), que possuem direito de preferência previsto em contrato.

A companhia da família Logemann, por exemplo, arrenda a maior parte das áreas (17,6 mil hectares agricultáveis). A Bom Futuro opera uma área menor que faz parte do mesmo bloco, que também conta com outros arrendatários de menor porte.

Uma fonte que conhece a transação argumenta que a solução para o imbróglio passa pelo bom senso. Eraí Maggi e Eduardo Logemann teriam de chegar a um acordo que envolva a partilha do bloco. Fontes próximas à Cosan acreditam em um acordo, apurou The AgriBiz. Procurada, a Cosan não comentou.

A solução pactuada parece ser o melhor caminho considerando que um conflito seria desgastante e caro, por deixar muito dinheiro parado — a SLC precisa depositar R$ 700 milhões em uma conta escrow como parte do acordo com a Radar em até cinco dias úteis.

O desfecho ainda não está claro, mas uma alternativa seria SLC e Bom Futuro comprarem as fazendas que já operam sob arrendamento, partilhando o restante do bloco de forma proporcional.

Para que isso ocorra, será preciso resolver um problema de preço. Na oferta de R$ 1,85 bilhão que fez à Radar, a Bom Futuro previu a modalidade “porteira fechada”, sem distinção entre as fazendas do bloco.

Em um cenário de partilha, com a SLC ficando com a área que já arrenda, um ajuste de preço seria necessário, considerando que as áreas operadas pela companhia da Logemann são as mais nobres entre os ativos do bloco.



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