Bloomberg — Em 2025, um número maior de funcionários nos Estados Unidos trabalhou em casa do que no ano anterior, uma mudança pequena, mas notável, que sugere que os esforços de longa data das empresas para fazer com que os funcionários voltassem ao escritório esbarraram em um obstáculo.
No ano passado, 34,9% — ou 32,5 milhões — dos trabalhadores em tempo integral realizavam pelo menos parte de suas tarefas em casa em um dia normal, de acordo com a mais recente Pesquisa Americana sobre Uso do Tempo, publicada pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho na quinta-feira (25). Esse número representa um aumento em relação aos 33,4% registrados em 2024.
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Os CEOs de diversos setores têm exigido que os funcionários retornem ao escritório, na tentativa de reverter a tendência em direção ao trabalho remoto que ganhou força durante a pandemia da covid-19.
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No entanto, os dados do BLS divulgados hoje reforçam as evidências crescentes de que a mudança de paradigma da era da pandemia veio para ficar; a proporção de trabalhadores que realizam pelo menos parte de seu dia de trabalho em casa permanece mais de 10 pontos percentuais acima do registrado em 2019.
O aumento da proporção de pessoas que passam pelo menos parte do dia trabalhando em casa não significa necessariamente que haja mais empregos ou trabalhadores remotos; pode significar simplesmente que os empregadores estão sendo menos rígidos quanto ao horário em que seus funcionários precisam estar no escritório.
De fato, a média de horas por dia que as pessoas dedicaram ao trabalho remoto continuou a diminuir em relação ao pico de 2021, enquanto a duração total do tempo que trabalharam sofreu poucas alterações.

Embora pequenos aumentos tenham sido evidentes entre os trabalhadores de todos os níveis de escolaridade, o trabalho remoto continua sendo mais prevalente entre aqueles com os níveis mais elevados de escolaridade; cerca de 56,7% dos trabalhadores com pós-graduação afirmaram ter trabalhado de casa pelo menos parte do dia, em comparação com 19% dos que concluíram o ensino médio.
— Com a colaboração de Matthew Boesler.
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