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Navios petroleiros mantêm rotas em Ormuz mesmo após ataque a porta-contêine…

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Bloomberg — Um ataque a um navio porta-contêineres que navegava pelo Estreito de Ormuz levou alguns armadores a rever seus planos de saída da passagem, mas o tráfego continuou fluindo em ambas as direções pela via marítima na sexta-feira (26).

Dois petroleiros totalmente carregados navegavam em direção à saída do Golfo Pérsico, enquanto quatro superpetroleiros vazios, que se dirigiam para o Golfo, estão entre as embarcações que navegam ao longo da costa de Omã, segundo dados de rastreamento de navios. Essa rota sul é administrada por Omã e coordenada pelos Estados Unidos.

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O ataque ao porta-contêineres Ever Lovely na quinta-feira (25) — o primeiro desde que um acordo de paz provisório entre os Estados Unidos e o Irã foi assinado — levou alguns armadores e capitães a recuarem, segundo alguns deles, que preferiram não se identificar devido à delicadeza do assunto.

Pelo menos uma empresa sediada na Ásia revisou seus planos anteriores de retirada e informou à equipe que as embarcações no Golfo deveriam permanecer onde estão, enquanto os executivos reavaliam as opções de trânsito, de acordo com uma mensagem vista pela Bloomberg News.

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No entanto, o ataque não parece ter interrompido completamente o lento retorno à normalidade. A média diária de travessias de petroleiros antes do ataque havia aumentado para mais de 20 por dia após o acordo provisório, ante apenas seis por dia durante grande parte da guerra, de acordo com dados da Vortexa.

Entre as embarcações que partem pela rota de Omã estão um navio Aframax com destino à Índia e um pequeno petroleiro sujeito a sanções dos Estados Unidos. Um VLCC totalmente carregado, que transporta barris dos Emirados Árabes Unidos, também entrou no estreito, juntamente com um petroleiro de produtos petrolíferos com carga do mesmo exportador.

Na direção oposta, um VLCC vazio, indicando que se dirige a Basrah, no Iraque, entrou no estreito junto com outros três navios ligados aos Emirados Árabes Unidos, enquanto um navio de gás natural liquefeito que se encontra atualmente ao largo de Khor Fakkan também parece estar tentando a travessia.

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Alguns optaram por navegar pela rota iraniana — uma opção reconhecida pela Organização Marítima Internacional — ao norte do estreito. Um petroleiro de produtos com bandeira sul-coreana e outro com destino à Indonésia, juntamente com um graneleiro, tentaram deixar o Golfo Pérsico navegando próximo ao Irã.

O Estreito de Ormuz e sua gestão continuam sendo pontos-chave de discórdia entre Teerã e Washington. Nesta semana, os Estados Unidos afirmaram que o Irã teria de manter o estreito livre de pedágios e garantir que os navios não fossem cobrados por nenhuma taxa caso desejasse um acordo de paz permanente.

O secretário de Estado, Marco Rubio, visitou países árabes do Golfo e afirmou que, caso o Irã cobrasse pedágio no Estreito de Ormuz, nada impediria os governos de fazer o mesmo com outros pontos de estrangulamento marítimo “e então teremos o caos”.

Os Estados Unidos estão pressionando Omã, que também faz fronteira com o estreito, para que não crie um sistema conjunto de cobrança de pedágio com o Irã. O sultanato tem enviado mensagens contraditórias.

Na terça-feira, publicou uma declaração em conjunto com Teerã afirmando que os dois países discutiriam a gestão do tráfego pelo estreito e os custos relacionados a isso. Na quinta-feira, Rubio afirmou que Omã lhe havia garantido que não era a favor da cobrança de pedágios.

“Eles assinaram a declaração que afirmava que não haveria taxas nem pedágios”, disse Rubio, referindo-se a uma declaração conjunta entre os Estados Unidos e o Conselho de Cooperação do Golfo, na qual as partes “rejeitaram quaisquer pedágios, taxas ou tentativas de exercer controle sobre o estreito”.

— Com a colaboração de Paul Wallace e Stephen Stapczynski.

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