Oitenta e três por cento das transações bancárias dos brasileiros são feitas pelos canais digitais, ou seja, pelo celular e internet banking. Somente no mobile banking, nos últimos cinco anos, o crescimento foi de 169%, atingindo 187,5 bilhões de transações. Isso significa que oito em cada 10 transações feita no sistema bancário brasileiro é feito por celular. Isso significa que de um total de 240,8 bilhões de transações feitas pelos brasileiros em 2025, por meio dos diferentes canais de atendimento das instituições financeiras, 78% foram realizadas pelo celular, alta de 11% em relação ao ano anterior.
Os dados são da primeira versão da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026 (ano-base 2025), realizada pela Deloitte, organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mundo. “O celular se consolidou como o principal canal bancário, não apenas para consultas, mas também para transações financeiras e investimentos”, destacou o diretor responsável pela Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, Rodrigo Mulinari.
Do total de 240,8 bilhões de transações feitas em 2025, 78% foram realizadas pelo celular; seguido de maquininhas de cartão, com 11%; internet banking, com 5%; agências, com 3%; caixa eletrônico, com 2%; e outros canais (central de atendimento, correspondentes e app de mensagem instantânea), com 1%.
A pesquisa mostra ainda um crescimento de heavy users (clientes que realizam mais de 80% de suas transações em um canal), que já representam 76% da base de usuários digitais. Ao considerar a média mensal de logins, o relacionamento bancário entre esses usuários é diário no caso de pessoas físicas e ocorre, em média, quase duas vezes ao dia entre empresas. Aqui o PIX tem forte relevância, principalmente entre as pessoas jurídicas.
Tanto que o estudo mostra que dos 2,44 milhões que faziam PIX como heavy users em 2024 – ou seja mais de 50 PIX – houve um incremento para 33,7 milhões. E esse crescimento aconteceu pelo celular. Dos 50 acessos móveis em média dos PJs por mês, houve um impulso para 57 acessos por mês. “O PIX levou os PJs para as transações pelo celular”, admitiu Mulinari.




