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Zebra observa macroeconomia para crescer no Brasil até 2029

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A Zebra Technologies projeta acelerar seu crescimento no Brasil nos próximos anos. Segundo estudos internos da companhia, há oportunidades de expansão até 2029 impulsionadas por cinco macrotendências de mercado. Em entrevista para Mobile Time, o diretor de vendas empresariais e diretor-geral interino da empresa no país, Denis Carvalho, detalhou esses movimentos como:

  • A estabilização do dólar frente ao real;
  • A queda do juros de médio e curto prazo;
  • A chegada de capital estrangeiro;
  • O aumento da capacidade de investimento das empresas brasileiras.

O executivo acredita que essas tendências tendem a estimular novos investimentos do varejo em lojas físicas, aumentando a demanda por tecnologias de automação e logística. Na indústria, a expectativa é de expansão no segmento de manufaturas, com a ampliação ou a chegada de novas fábricas, o que deve aumentar a demanda por sensores.

A Zebra é uma empresa fornecedora de tecnologias como handhelds, tablets, computadores móveis, impressoras móveis, etiquetas de RFID, vestíveis, sensores, entre outros. Atualmente, as principais vertentes de negócios da companhia estadunidense no Brasil são os comércios eletrônicos, algo que Carvalho cita como “grandes empresas de tecnologia, transporte e logística” que se modernizaram e automatizaram bastante suas operações a partir da crise da Covid-19. 

Entre os casos de uso citados por Carvalho estão:

  • Bosch, que reduziu para menos de 5% o percentual diário de falsas rejeições em sua fábrica no Brasil que produz até 7 mil peças por dia, a partir da implementação de câmeras de visão inteligente;
  • A mexicana de refrigeração Lorsa Home, que implantou computadores móveis, sensores e impressores para reduzir o tempo de contagem de inventário de 4 horas para 20 minutos e diminuir o tempo de pedidos internacionais de cinco dias para 24 horas.

Zebra e seus mercados

A empresa também atua em setores como indústria, transporte, logística e varejo, como moda e alimentos. O diretor da companhia explicou que esses setores estão um pouco menos avançados em temas de digitalização, vide automação de processos e rastreabilidade de produtos para melhorar suas eficiências operacionais. Mas entende que nesses segmentos, a margem de lucro é mais curta e a taxa de juros alta inviabiliza investimentos em tecnologia que seriam necessárias. 

Como uma das principais fornecedoras de equipamentos e sensores RFID e câmeras inteligentes, Carvalho também foi questionado se pretende entrar no Free Flow brasileiro. Por enquanto, a companhia não tem conversas sobre o tema, mas reforça que depende da demanda tecnológica, ou seja, as câmeras do sistema de pedágio eletrônico podem ser mais simples que aquelas que oferecem ao mercado com visão computacional – o que pode inviabilizar o uso da tecnologia.

Hospitalidade

A Zebra também está avançando em novas linhas de negócios, como hospitalidade com organizadores de eventos e bilheteiras. Isso envolve o uso de tecnologias como computadores móveis e impressoras para credenciar e acelerar a entrada de usuários em shows e eventos. 

Atualmente, a empresa atua em grandes shows no Brasil, mas tem ganhado espaço neste segmento em estádios nos Estados Unidos. Inclusive, está presente em todos os 16 estádios da Copa do Mundo 2026, que acontece nos Estados Unidos, Canadá e México.

Para fazer o controle de acesso, a validação de ingressos e a impressão de credenciais dos torcedores, a organização do mundial implementou 4 mil computadores móveis TC27 (dos mais simples, mas ágil) e 100 impressoras ZC10L.

Pesquisa

Para analisar o impacto de tecnologias com inteligência artificial, automação e talento humano em atividades grandes, como o torneio de futebol, a Zebra realizou uma pesquisa em parceria com a Oxford Technologies. Ouvindo mais de 1 mil profissionais de varejo, manufatura e logística em 12 países, inclusive o Brasil, o estudo feito em janeiro revelou que a adoção de tecnologias operacionais inteligentes da Zebra no varejo elevam em 20% a produtividade, reduz os custos operacionais em 22% e aumentam as receitas em 1,8%.

Em manufatura, geram aumento de 19% na produtividade, redução de custos de 19% e incremento de 2% no faturamento.

E no caso de empresas de logística, o impacto da receita cresce 3,4% com 23% de aumento na precisão de pedidos e de 21% na produtividade.

O estudo da Zebra com a Oxford revelou ainda que, se as 20 empresas líderes do ranking da Forbes 2000 adotassem soluções de operações inteligentes teriam um aumento anual de receita de US$ 3 bilhões e de US$ 120 milhões em lucro.

Imagem principal: Denis Carvalho, diretor de vendas enterprise e diretor geral interino da Zebra no Brasil (divulgação)

 

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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA



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