A ideia de que sedar cães e gatos antes de uma viagem de avião é a melhor forma de evitar o estresse ainda gera dúvidas entre muitos tutores. Mas, afinal, isso é fato ou fake? A resposta dos especialistas é clara: na maioria dos casos, trata-se de um mito.
Embora a sedação possa ser indicada em situações muito específicas, a recomendação não deve ser adotada como regra. Entidades internacionais e veterinários orientam que a decisão seja tomada apenas após avaliação individual do animal.
As diretrizes da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) também priorizam a adaptação do pet à caixa de transporte como a principal estratégia para uma viagem mais tranquila.
O que é fato?
Sedativos podem aumentar os riscos durante o voo
Medicamentos com efeito sedativo podem provocar alterações respiratórias e cardiovasculares. Em um ambiente sujeito a mudanças de pressão, como uma aeronave, esses efeitos podem representar um risco maior para a saúde do animal.
Nem todo pet está apto a viajar sob efeito de sedação
Especialistas alertam que, se o animal precisa de medicamentos para conseguir enfrentar a viagem, a situação deve ser reavaliada pelo médico-veterinário.
O uso desses remédios pode comprometer a segurança e o bem-estar durante o transporte.
Preparação faz diferença
Acostumar o pet à caixa de transporte com antecedência, manter uma rotina de passeios antes do embarque e seguir orientações sobre alimentação e hidratação são medidas consideradas mais eficazes para reduzir o desconforto durante o voo.
E o que é fake?
“Sedar o pet é a melhor forma de deixá-lo calmo”
Mito. A sedação pode diminuir os reflexos naturais do animal, prejudicando sua capacidade de manter o equilíbrio e de se reposicionar dentro da caixa de transporte caso seja necessário.
“Todo animal deve ser sedado antes de viajar”
Falso. A orientação predominante entre veterinários e entidades internacionais é evitar o uso preventivo de sedativos. A adaptação gradual ao transporte costuma trazer melhores resultados.
“O sedativo elimina o estresse da viagem”
Também não. Estudos apontam que o transporte aéreo continua sendo uma situação estressante para muitos animais. Além de não reduzir necessariamente esse estresse, os sedativos podem mascarar sinais importantes de desconforto, dificultando a identificação de possíveis problemas.
Segundo Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo, a preparação do animal continua sendo a melhor alternativa para garantir uma viagem segura.
“Ainda existem muitas dúvidas em torno da sedação, mas é importante reforçar que essa não deve ser uma decisão automática. Cada caso precisa ser avaliado individualmente por um médico-veterinário, levando em conta o perfil e as condições de saúde do pet. Na maioria das situações, a preparação antecipada, com adaptação à caixa de transporte e manejo adequado antes do voo, já é suficiente para reduzir o estresse e tornar a experiência mais tranquila para o animal e para o tutor”, finaliza.




