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Ex-técnico da Coreia do Sul recebe ameaças de morte após eliminação

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Após a eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo, o então técnico da Coreia do Sul, Hong Myung-bo, pediu demissão do cargo. No entanto, o episódio ganhou novos desdobramentos nesta semana: o ex-treinador revelou ter recebido ameaças de morte.

Diante da repercussão do caso, a polícia sul-coreana reforçou o esquema de segurança na chegada ao Aeroporto Internacional de Incheon, ocorrida na madrugada desta terça-feira (horário local).

As ameaças já circulavam nas redes sociais antes mesmo do pedido de demissão. Logo após a confirmação da eliminação da seleção sul-coreana, no último sábado, as críticas e mensagens direcionadas a Hong Myung-bo começaram a se intensificar.

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A principal ameaça partiu de um usuário que alegou ser americano e afirmou que iria até o aeroporto onde o treinador desembarcaria com a intenção de matá-lo.

Com as investigações em andamento, a imprensa local informou que uma equipe especial de segurança foi mobilizada para garantir a chegada da delegação. Além disso, o trajeto do grupo será isolado dos demais passageiros, a fim de evitar tumultos.

Para reduzir a exposição, a Associação de Futebol da Coreia do Sul também decidiu separar o ex-treinador e outros oito jogadores do restante da delegação ainda no embarque de retorno ao país.

Presidente critica treinador

As críticas ao ex-treinador ganharam um novo capítulo no domingo. O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-Myung, atribuiu o fracasso na Copa do Mundo a falhas de organização da equipe e chegou a classificar Hong Myung-bo como “incompetente”.

No país, a repercussão também se refletiu na cobertura da mídia e na reação popular: a emissora pública KBS passou a borrar o rosto do treinador em imagens exibidas na televisão, enquanto bares e restaurantes espalharam cartazes proibindo sua entrada.

Além da investigação para identificar o autor das ameaças feitas nas redes sociais, a polícia sul-coreana também apura o processo de contratação de Hong à frente da seleção. Segundo veículos locais, há pelo menos oito denúncias que apontam possíveis irregularidades em sua nomeação.





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