Uma das raras histórias de sucesso da última safra de IPOs, a 3tentos acumula nos últimos cinco anos uma valorização de quase 30% nas ações (29,25%), sendo a única empresa do agro que abriu capital em 2021 a conseguir um saldo positivo nesse intervalo.
Em 2021, Boa Safra, Jalles Machado, Agrogalaxy, Raízen, Vittia e também listaram as ações na B3.
De lá para cá, todas caíram. Enquanto as endividadas Agrogalaxy e Raízen caíram mais de 90% em cinco anos, Jalles, Boa Safra e Vittia recuaram 75%, 51% e 45%, respectivamente, de acordo com dados do TradeMap.
Em cerimônia para comemorar os cinco anos do IPO, a 3tentos citou os investimentos em bicombustíveis como uma estratégia para se manter bem cotada com os investidores.
“Sabemos que a transição energética não é passageira, e o agronegócio traz para o Brasil um modelo de produção de alimento e de energia totalmente sustentável e renovável”, disse Luiz Osório Dumoncel, presidente do conselho da 3tentos, durante o evento realizado na sede da B3.
Há pouco mais de um mês, a companhia inaugurou oficialmente sua primeira usina de etanol de milho, localizada em Porto Alegre do Norte (MT) no Vale do Araguaia. A fábrica tem capacidade de processar 2,8 mil toneladas de milho por dia.
Essa não é a única empreitada da empresa nesse ramo. No final do ano passado, a 3tentos comprou a Grãos Pará Bioenergia, em um projeto para instalação de uma nova usina de etanol de milho, um projeto previsto para ser concluído no segundo semestre de 2028. A fábrica deve processar 2,1 mil toneladas de milho por dia.
Ao mesmo tempo em que anda pelos novos caminhos da produção de etanol, os irmãos Dumoncel também veem com expectativa os investimentos em logística, com destaque para o novo terminal logístico no Arco Norte, construído pela Via Maris, joint-venture com a Caramuru Alimentos.
“À medida que a produção tem que ser escoada, nós vemos muitos lugares com desafios logísticos. É outra avenida importante para nós”, disse João Marcelo Dumoncel, CEO da 3tentos.




