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Belga Tessenderlo compra 20% da FMC por US$ 400 milhões

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A FMC conseguiu atrair um novo sócio para o negócio, trazendo um respiro para a estrutura de capital da companhia. O centenário grupo belga Tessenderlo vai injetar US$ 400 milhões em troca de uma participação de 20% na gigante americana de defensivos agrícolas.

Pelos termos da transação, que foi anunciada na terça-feira após o fechamento do mercado, os belgas avaliaram a FMC em US$ 2 bilhões.

O preço por ação saiu por US$ 13,30, o que embute um prêmio de 18,75%. Listada na bolsa de Nova York, a companhia fechou o último pregão com papéis negociados a US$ 11,50. Em reação ao investimento, as ações da FMC subiam mais de 7% antes da abertura do pregão regular.

A recuperação da FMC, que viu as ações derreterem mais de 70% em doze mese, é relevante para o mercado brasileiro. O País é o mais representativo das vendas da companhia, superando inclusive os Estados Unidos.

“Nosso investimento na FMC está perfeitamente alinhado à estratégia do grupo de expandir nossa plataforma de agronegócio por meio de investimentos de referência, nos quais assumimos participações minoritárias em empresas de alta qualidade”, disse Luc Tack, CEO do grupo Tessenderlo, em comunicado.

No agro, o grupo belga tem uma atuação dividida em duas subsidiárias: Tessenderlo Kerley, que produz fertilizantes à base de enxofre, e a Violleau, de fertilizantes orgânicos. O agro respondendo por mais de um terço da receita e mais de 40% do Ebitda do grupo.

No ano passado, as divisões de agronegócio trouxeram uma receita de 935 milhões de euros para os belgas, crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Consuiderado todas as áreas de atuação, a Tessenderlo faturou 2,7 bilhões de euros, aumento de 4,4% em relação a 2024.

O investimento dos belgas chega em boa hora para a FMC. Depois de se desfazer da operação na Índia por US$ 252 milhões, o grupo ganha um fôlego financeiro adicional com a injeção de capital do novo sócio.

Em comunicado, a FMC disse que vai usar os recursos para reduzir o endividamento, perseguindo a meta de amortizar aproximadamente US$ 1 bilhão em dívidas ainda neste ano.

“Nosso conselho de administração está confiante que esta transação representa o melhor caminho para a companhia e seus acionistas”, afirmou Pierre Brondeau, presidente do conselho e CEO da FMC.

Além do dinheiro novo do grupo belga, a FMC também recorreu a outras alternativas para a reorganização do passivo, como a renegociação da linha de crédito rotativo, uma captação de US$ 1,2 bilhão por meio de bonds e um acordo de licenciamento com a Corteva, que inclui um pagamento antecipado de US$ 200 milhões.

A conclusão da transação está sujeita à aprovação pelos órgãos reguladores internacionais.

A FMC foi assessorada pelo BofA e pelo Goldman Sachs, e teve a Davis Polk & Wardwell como assessor jurídico. O Grupo Tessenderlo foi assessorado pelos escritórios Stibbe e Sullivan & Cromwell.



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