A Conexis apresentou nesta terça-feira, 30, um documento com propostas ao setor de telecomunicações para os presidenciáveis brasileiros. Um dos principais pedidos aos pré-candidatos ao principal cargo da República é a ampliação do Ministério das Comunicações para Ministério da Digitalização.
A proposta do ministério é similar ao pedido que a Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes) fez no começo do ano, da criação do Ministério da IA, Transformação e Infraestrutura Digital para dar voz ao tema dentro do governo federal.
A sugestão da Conexis faz parte de três blocos que a associação defende. São eles:
- Integração ao ecossistema digital – Além da criação do Ministério, a entidade pede a expansão da atuação da Anatel e reduções de assimetrias regulatórias e isonomia de regras entre operadoras e big techs, em especial com a implementação do fair share (ou network fee) e a distinção clara na definição empresas e consumidor;
- Incentivos e Investimentos – Criar uma política de infraestrutura de telecom com combate ao crime organizado e mercado ilegal/cinza de celulares, assim como dar segurança jurídica e regulatória em leilões de espectro, estímulo ao RAN Sharing entre operadoras e ampliar o uso do Fust em políticas públicas do setor;
- Eixo transformador – A associação pede programas de subsídio à conectividade em famílias de baixa renda, como a desoneração em smartphones e a criação de um programa nacional de capacitação de habilidade digitais para o desenvolvimento de profissionais.
A carta completa aos presidenciáveis pode ser vista aqui.
Conexis – IA e economia
O documento ainda sugere o desenvolvimento de um marco regulatório claro e equilibrado para a inteligência artificial com o reconhecimento das operadoras como estratégicas e essenciais, devido ao papel dessas companhias como provedores de infraestrutura, dados e edge computing.
Com esse plano, a Conexis acredita que essas medidas podem ajudar a injetar até R$ 1,3 trilhão na economia nacional. O presidente da associação, Marcos Ferrari, disse em nota que a ideia é mudar o patamar da digitalização no Brasil, ao transformar conectividade em ganho de produtividade, educação e PIB.




