A Anatel está presente entre as equipes de resgate na Venezuela, país que sofreu com um duplo terremoto na última quarta-feira, 24, e cuja estimativa é de de 2.3 mil mortos e cerca de 12.841 pessoas afetadas pelo ocorrido. A agência conta com seis servidores da Superintendência de Fiscalização in loco, cuja operação de resgate consiste em detectar sinais de espectros de radiofrequência em escombros por meio de medidores.
“Certamente tanto os sobreviventes quanto as vítimas que se encontram debaixo dos escombros podem ter ainda seus próprios celulares emitindo sinais de radiofrequência e isso permite que tenhamos um direcionamento para áreas onde há mais chances de encontrarmos sobreviventes”, explicou Carlos Baigorri, presidente da Anatel, durante a reunião do Conselho Diretor, nesta quinta-feira, 2.
O fluxo operacional da base de campo é dividido em três etapas:
– rastreamento, ou seja, com o monitoramento do espectro para identificar sinais de radiofrequência emitidos por aparelhos celulares soterrados;
– triagem, a partir do cruzamento de dados para indicar áreas com maior probabilidade de presença de dispositivos ativos;
– resgate, com a definição de pontos prioritários é feita, oferecendo direcionamento técnico que guia as equipes de escavação até as vítimas.
“O apoio técnico da Anatel tem contribuído de forma decisiva para as operações que resultaram na localização e no resgate de dezenas de vítimas e, neste caso, na Venezuela, incluindo sobreviventes”, disse Baigorri, que optou por relatar o que a agência tem feito no país vizinho para homenagear os servidores que lá estão.
“Isso não só uma prestação de contas, mas uma homenagem aos servidores, todos da Superintendência de Fiscalização, distribuídos em diversos estados do país”.
A missão na Venezuela não tem prazo para terminar.




