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A Chanel adquiriu a Charvet, a camisaria mais antiga do mundo, fundada na década de 1830, como parte dos planos de expandir sua presença no mercado de moda masculina.
A compra, cujos termos financeiros não foram divulgados, visa incorporar o know-how artesanal e o legado da Charvet, referência em alfaiataria de alta costura. A Chanel já havia colaborado com a Charvet em uma camisa que esgotou rapidamente nas lojas.
A aquisição permitirá à Chanel desenvolver coleções masculinas mais sofisticadas, incluindo camisas, gravatas e pijamas, e está alinhada à estratégia de internalizar a produção.
A expansão ocorre em um momento de recuperação para a Chanel, que viu suas vendas crescerem 2% no último ano, atingindo US$ 19,3 bilhões, após um período de contração.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Na busca por mais espaço nos guarda-roupas masculinos, a Chanel fechou a aquisição da camisaria mais antiga do mundo.
O grupo francês anunciou nesta quinta-feira, 2 de julho, a compra da Charvet, renomada marca parisiense reconhecida como a fabricante de camisas mais antiga do mundo, fundada na década de 1830. Os termos financeiros não foram divulgados.
A operação estratégica busca fortalecer a presença da Chanel no segmento de vestuário masculino, adicionando ao seu portfólio o know-how artesanal e o legado histórico da Charvet, referência em alfaiataria de alta costura.
A movimentação sinaliza uma expansão significativa da Chanel no mercado de moda masculina, tradicionalmente dominado por concorrentes com forte expertise em tailoring.
Nos últimos anos, a Chanel tem investido para diversificar suas linhas e consolidar sua atuação no segmento masculino, que representa uma oportunidade de crescimento diante da evolução do consumo de luxo.
Até então, a Chanel oferecia ao público masculino principalmente produtos de acessórios, fragrâncias e algumas peças de vestuário, com poucas opções de roupas sob medida ou de alfaiataria clássica.
“Agora, temos um nome, Chanel, para mulheres, e um nome para homens, Charvet”, afirmou o presidente da parte de moda da Chanel, Bruno Pavlovsky, em um vídeo.
Segundo ele, a Charvet será operada como um negócio independente, dentro do guarda-chuva da Chanel, para garantir a autonomia e continuidade dos trabalhos da marca.
A Chanel já vinha se aproximando da Charvet. Segundo reportagem da revista Vogue Business, o diretor artístico da Chanel, Matthieu Blazy, colaborou com a Charvet em uma camisa de algodão de manga comprida. Quando a camisa chegou às lojas de Paris, em março, com preço de € 3,9 mil, o estoque esgotou rapidamente.
A aquisição da Charvet representa uma evolução na estratégia da Chanel, ampliando sua presença no segmento de moda masculina com uma linha de camisas artesanais reconhecidas mundialmente e com fãs famosos, como Winston Churchill, Charles de Gaulle, David Beckham, além da fundadora da Chanel, Coco Chanel.
A compra também está alinhada à estratégia recente da Chanel de internalizar a produção, para ter maior controle sobre o processo produtivo. O grupo tem um histórico de aquisição de marcas menores, como a Orlebar Brown, de shorts masculino; a Barrie, especialista escocesa em cashmere e a fabricante de lingerie Eres.
A integração permitirá à companhia ampliar e desenvolver coleções masculinas mais sofisticadas, alinhadas à tradição e ao savoir-faire (conhecimento acumulado) da Charvet. Além de camisas, a marca também conta com uma linha de gravatas e pijamas.
A expansão da Chanel em moda masculina vem num momento em que a centenária marca vê uma retomada do crescimento, após a receita e o lucro terem sido prejudicados pela crise que acometeu o mercado de luxo nos últimos anos.
As vendas da Chanel cresceram 2% em termos orgânicos, atingindo US$ 19,3 bilhões no ano passado, uma recuperação após uma rara contração nas vendas e nos lucros no ano anterior. O lucro operacional aumentou 5%, a US$ 4,7 bilhões, após uma queda de quase um terço em 2024.




