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Cloud9 Capital levanta R$ 600 milhões e dobra tamanho de seu segundo fundo

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A Cloud9 Capital levantou R$ 600 milhões para seu segundo fundo, dobrando o tamanho do primeiro, que foi de R$ 300 milhões. A gestora, que se posiciona como focada em empresas de tecnologia em estágio de growth, ampliará o tamanho dos cheques e pretende investir em até dez empresas.

A tese permanece a mesma, mas agora incluirá inteligência artificial. A Cloud9 busca empreendedores fora do eixo Rio-São Paulo e que não tenham recebido capital de investidores institucionais. O segundo fundo já fez investimentos na Canopy e na Uncover.

Felipe Affonso, sócio da gestora, observa que o cenário do venture capital brasileiro melhorou, com empresas crescendo 200% ao ano e gerando caixa. Apesar de 40 gestoras tentando captar recursos no Brasil, muitas não estão conseguindo atingir suas metas, enquanto casas tradicionais continuam atraindo investidores.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Em meio a um mercado que ainda enfrenta dificuldades para captar, a gestora de venture capital Cloud9 Capital levantou R$ 600 milhões em seu segundo fundo, o dobro de seu primeiro veículo, de R$ 300 milhões.

“Os investidores do primeiro fundo, em média, alocaram 50% a mais neste veículo. Isso mostra que a tese funcionou e que conseguimos ampliar o tamanho dos cheques com flexibilidade”, afirma Felipe Affonso, sócio da Cloud9 Capital, ao NeoFeed.

A gestora, fundada por ele, Noah Stern e Rafael Serson, que se posiciona como early growth, não revela quem são os investidores desse novo veículo, mas afirma que conseguiu atrair novos nomes para a base, além de manter os cotistas anteriores, por conta do bom desempenho do primeiro fundo.

Nesse novo fundo, a tese não muda: encontrar empresas de tecnologia em estágio de growth, que gerem caixa e tenham modelos de negócios escaláveis. Agora, a ideia é adicionar uma pitada de inteligência artificial.

A Cloud9 Capital busca também empreendedores fora do eixo Rio-São Paulo, que não estudaram nas principais escolas dos Estados Unidos e que nunca receberam capital de investidores institucionais.

Com o dobro de capital, os cheques devem ficar maiores. No primeiro fundo, a gestora investiu em sete empresas. A meta, agora, é alocar o capital em até dez negócios.

No primeiro fundo, a Cloud9 investiu na plataforma de viagens corporativas Onfly; na solução de inteligência artificial para oficinas e seguradoras Cilia; na solução de contas a pagar para grandes empresas V360; e no sistema de gestão para academias Nexfit.

O segundo fundo já começou a ser alocado e investiu na Canopy, apostando na tese de consolidação de software, e na Uncover, plataforma voltada para otimização de mídia e performance digital.

Segundo Affonso, o momento do mercado de venture capital brasileiro mudou. Em 2021, quando o primeiro fundo foi captado, o setor vivia um período de euforia, com valuations inflados e excesso de capital.

A Cloud9, segundo ele, foi diligente nos investimentos, fazendo poucos aportes nos três primeiros anos e se concentrando em assinar mais cheques a partir de 2024.

O sócio da gestora acredita que o cenário é mais favorável. “Estou vendo empresas crescendo 200% ao ano, rentáveis e gerando caixa. O deal flow está muito melhor do que em 2021. A qualidade dos empreendedores está maior”, afirma.

A inteligência artificial, por outro lado, traz novos desafios para quem investe. “Vejo empreendedores excepcionais e produtos muito bons. Mas algumas barreiras caíram. É mais fácil criar uma empresa e lançar um produto. Isso torna o investimento mais recompensador, mas também mais difícil. É preciso entender melhor as barreiras e como capturar o mercado”, diz Affonso.

A captação da Cloud9 Capital acontece em um momento em que aproximadamente 40 gestoras de venture capital estão tentando levantar recursos no Brasil, segundo apurou o NeoFeed.  A maioria delas, no entanto, não tem conseguido atingir suas metas ou fecha fundos abaixo do esperado.

Mesmo assim, casas com histórico e tradição no mercado, como Astella Investimentos, Canary, Valor Capital, OneVC, Big Bets, Volpe Capital, Spectra e DNA Capital, têm conseguido atrair investidores para seus novos veículos.



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