Telecomunicações não é suporte para o Itaú Unibanco. Ao participar do GSMA Digital Nation Summit, realizado em São Paulo no dia 30/6, o gerente de TI do banco, Bruno Cezaretto, afirmou que a instituição financeira encara telecomunicações como um ecossistema — e não mais como infraestrutura ou commodity. “É uma peça estratégica, importantíssima para nosso crescimento”, ressaltou.
Como um dos exemplos, Cezaretto relatou que o Itaú implantou rede 5G em agência, sendo unicamente abastecida com 5G, com objetivo de testar e entender a tecnologia. “A iniciativa de open gateway também começou com a gente. Estamos passando por um momento de transformação na era das telecomunicações”, disse o gerente de TI do Itaú.
A adoção de 5G mira vários negócios, da conexão de pontos de venda que nem sempre contam com rede fixa de fibra ótica, ao relacionamento com o cliente. “A tecnologia 5G aumentou a disponibilidade dos ponto de vendas, porque não para ou quando para volta mais rápido. Quando olhamos para o cenário do PoS é outro mundo, porque precisa de pouca conectividade, mas o tempo todo”, detalhou.
Ele adiantou que, com inteligência artificial sendo incorporada aos aplicativos, aumenta a necessidade de poder computacional. “Para nosso cliente, o pior cenário que tem é querer pagar algo e não conseguir”, resumiu,
O Itaú também abraçou open gateway — aliás, foi o primeiro banco do mundo a aderir à iniciativa e criou a IU Open Gateway, plataforma interna que centraliza, padroniza e distribui o acesso a APIs de rede móvel entre diversas áreas da instituição, ampliando as camadas de segurança, continuidade e inteligência dos fluxos digitais.
“Somos o primeiro a assinar acordo globalmente com a GSMA e começar a usar as APIs. A principal é o sim swap e usamos também bastante a know your customer. A gente trata semanalmente com as operadoras o roadmap das APIs no Brasil.”




