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Do IPO da SpaceX a M&As “modestos”: J.P. Morgan cria setor para empresas que valem até US$ 500 milhões

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O banco americano J.P. Morgan Chase está expandindo sua atuação no mercado de fusões e aquisições (M&As) para empresas com valor de mercado entre US$ 100 milhões e US$ 500 milhões, criando uma equipe de 75 banqueiros de investimento focada nesse segmento.

Essa estratégia visa aproveitar uma oportunidade que seus concorrentes ainda não exploraram, especialmente em um contexto onde muitas empresas fundadas por empreendedores da geração baby boomer estão considerando vendas e aberturas de capital devido ao planejamento de sucessão.

O banco já possui uma unidade de negócios que gera mais de US$ 1 bilhão em receita anual com M&As de empresas de médio porte.

O J.P. Morgan busca fortalecer relacionamentos com cerca de 30 mil empresas americanas, oferecendo serviços de banco de investimento em momentos de necessidade, como empréstimos ou IPOs.

Até agora, o banco assessora mais de US$ 500 bilhões em negócios nos Estados Unidos. O valor de mercado do J.P. Morgan é de US$ 893,5 bilhões.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Nem só de megafusões vive o maior banco do mundo. O J.P. Morgan Chase enxergou no mercado de assessoramento de M&As de valores menores que US$ 500 milhões uma janela importante para crescimento de seus negócios. E tem apostado neste filão.

Para isso, o banco, liderado por Jamie Dimon, decidiu criar uma equipe de banqueiros de investimento focada justamente nestas empresas que geram um volume de capitalização entre US$ 100 milhões e US$ 500 milhões.

A instituição americana já vinha expandindo sua equipe de empresas de média capitalização, com 400 profissionais espalhados pelo mundo. Agora, o banco planeja montar inicialmente uma equipe com pelo menos 75 pessoas para este pequenos M&As, segundo o The Wall Street Journal.

Segundo John Richert, executivo que lidera a iniciativa do banco de investimento em empresas de médio porte e que vai assessorar a área de pequenos M&As, os negócios com companhias menores surge como uma boa oportunidade na qual seus principais concorrentes não investiram recursos.

O plano agora é expandir os relacionamentos que o J.P. Morgan mantém com empresas menores no setor bancário comercial e em outras áreas. “Quem mais, neste momento, consegue vender uma empresa de US$ 100 milhões e, no mesmo dia, abrir o capital da SpaceX?”, disse Richert.

O J.P. Morgan desempenhou um papel importante na maior oferta pública inicial de ações (IPO) da história, que ocorreu no mês passado, na Nasdaq. A SpaceX levantou US$ 75 bilhões no IPO, realizado no dia 15 de junho.

Somente com taxas pela coordenação do processo de abertura de capital, o J.P. Morgan recebeu da empresa de Elon Musk cerca de US$ 75 milhões. Ao todo, mais de 20 bancos participaram da operação, incluindo o BTG Pactual.

E, com o foco agora para este novo mercado observado pelo J.P. Morgan, a estratégia para avançar em pequenas empresas passa a ter uma relação direta com a questão geracional.

Parte desta atividade tem aumentado justamente porque muitas companhias fundadas por empreendedores da geração baby boomer (nascidos entre 1946 e 1964) vivem hoje movimentos ligados ao planejamento de sucessão, e, em alguns casos, isto passa por vendas e aberturas de capital.

Ao mesmo tempo, o executivo do J.P. Morgan afirmou que tem havido um fluxo grande de capital para fundos de private equity, voltados especialmente para empresas de pequeno e médio portes.

Fato é que o J.P. Morgan já tem concentrado esforços para atuar em fusões e aquisições com com empresas de médio porte, que registram valor de mercado entre US$ 500 milhões e US$ 2 bilhões. Esta unidade de negócios já gera para o banco mais de US$ 1 bilhão em receita por ano, com crescimento anual superior a 20%.

O objetivo da instituição, em direcionar recursos e mão de obra para assessor negócios com empresas de até US$ 2 bilhões, e agora mirar também as pequenas, é de alavancar o relacionamento que mantém com as cerca de 30 mil empresas americanas.

Das companhias em que o banco obtém conta-corrente, linhas de crédito e processamento de pagamentos do banco comercial, o J.P. Morgan agora quer fornecer produtos e serviços de banco de investimento quando elas precisarem de um empréstimo, decidirem abrir o capital ou forem adquiridas por uma empresa de private equity.

O time de investimentos do banco assessora mais de US$ 500 bilhões em negócios nos Estados Unidos até o momento, ficando atrás apenas do Goldman Sachs, segundo dados da plataforma Dealogic.

No acumulado de 2026, as ações do banco registram alta de 3,45% na Nyse. Em 12 meses, a valorização é de 17,9%. O J.P. Morgan tem valor de mercado de US$ 893,5 bilhões.



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