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Consumo de internet móvel no Peru triplicou em cinco anos

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| Mobile Time Latinoamérica | O tráfego de internet móvel no Peru triplicou nos últimos cinco anos, passando de 0,75 milhão de terabytes (TB) no primeiro trimestre de 2021 (1T21) para 2,32 milhões de TB no mesmo período de 2026 (1T26), de acordo com dados do Organismo Supervisor de Investimento Privado em Telecomunicações (Osiptel).

O regulador atribuiu esse crescimento ao aumento contínuo da demanda por conectividade móvel no país. No primeiro trimestre de 2026, o consumo médio mensal de internet móvel por meio de celulares alcançou 23,74 GB por usuário, mais que o dobro dos 9,63 GB registrados cinco anos antes.

Claro mantém a liderança do mercado

O número de celulares com acesso à internet móvel cresceu 24,92% no mesmo período, passando de 26,66 milhões de aparelhos no 1T21 para 33,31 milhões nos três primeiros meses deste ano.

A Claro manteve a liderança do mercado, com participação de 35,46%, seguida por Bitel (23,01%), Entel (22,45%) e Movistar (18,86%). A Bitel foi a operadora com maior crescimento na comparação anual, ao ampliar sua participação de mercado em 2,48 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2025.

No tráfego de dados móveis, a Claro também liderou o mercado, com participação de 34,22%, seguida por Bitel (25,06%), Entel (23,63%) e Movistar (17,08%). Nesse indicador, a Bitel registrou o maior avanço anual, com crescimento de 3,18 pontos percentuais.

Pós-pago concentra mais de 83% do tráfego

A maior parte do tráfego de internet móvel no Peru continua sendo gerada por linhas com cobrança mensal. Por modalidade de contratação, os planos pós-pagos e controle responderam por 83,25% do tráfego de dados móveis ao fim do 1T26, enquanto as linhas pré-pagas representaram 16,75%.

Segundo análise da Diretoria de Políticas Regulatórias e Concorrência (DPRC) do Osiptel, essa distribuição reflete uma maior adoção de planos com acesso contínuo à internet, impulsionada pela crescente demanda por conectividade para atividades de trabalho, educação, serviços financeiros e entretenimento.

Os dados fazem parte de um estudo elaborado pela Diretoria de Políticas Regulatórias e Concorrência do Osiptel com base em informações reportadas pelas operadoras no âmbito da Norma de Requisitos de Informação Periódica (NRIP).

 

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