20.4 C
Marília
HomeEconomiaO que a Cocos Capital quer do Brasil após adquirir a Warren

O que a Cocos Capital quer do Brasil após adquirir a Warren

spot_img


Ler o resumo da matéria

A Cocos Capital está entrando no mercado brasileiro de investimentos, buscando atrair investidores de varejo com tíquetes baixos, semelhante ao que fez na Argentina.

A corretora adquiriu a Warren Investimentos e pretende democratizar o acesso a produtos financeiros, focando em clientes com patrimônio inferior a US$ 100 mil, que muitas vezes não são atendidos pelas grandes plataformas.

Fundada há cinco anos, a Cocos já possui mais de 2 milhões de clientes e administra mais de US$ 2 bilhões em ativos. A empresa opera com uma estrutura enxuta e tecnologia, permitindo rentabilizar o público de menor patrimônio.

A aquisição da Warren é um passo na estratégia de expansão da Cocos na América Latina, com planos de integrar as operações e consolidar sua presença no Brasil, estimando superar US$ 100 milhões em receita anual até 2026.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Cocos Capital está se preparando para entrar na disputa das plataformas de investimentos no Brasil apostando naquilo que deu certo na Argentina: atrair investidores com tíquetes mais baixos.

A corretora, que acertou a aquisição da Warren Investimentos, quer retomar a proposta de democratização dos investimentos impulsionada por XP Investimentos e BTG Pactual na década passada, levando produtos financeiros para investidores de varejo, especialmente aqueles considerados pouco atendidos pelas grandes plataformas.

De quebra, o Brasil representa a oportunidade para a plataforma, fundada há cinco anos, dar um salto em termos de tamanho e relevância na América Latina.

“Achamos que existe espaço para fazer no Brasil o que fizemos na Argentina”, afirma Nicolás Mindlin, cofundador e chairman da Cocos, ao NeoFeed.

“O mercado brasileiro é dez vezes maior que o argentino em tamanho e, pela sofisticação, talvez 50 ou 60 vezes maior em volume. A oportunidade para nós é enorme”, complementa.

A intenção é concentrar esforços em clientes com patrimônio inferior a US$ 100 mil, faixa que, segundo Mindlin, não recebe uma oferta adequada de produtos financeiros, mesmo com o País contando com grandes plataformas de investimentos.

“Os grandes competidores acabam mirando outros tipos de clientes. Nós queremos chegar a esse segmento que, muitas vezes, ainda não recebeu as ferramentas que procura”, diz ele.

A estratégia reproduz a receita que impulsionou o crescimento da Cocos. A empresa foi fundada há cinco anos por Mindlin, que construiu a maior parte da carreira no grupo da família, controlador da Pampa Energía, uma das maiores empresas de energia da Argentina, e por Ariel Sbdar, que veio do mercado financeiro argentino e se consolidou como influenciador de finanças, com mais de 190 mil seguidores no Instagram.

Começando com recursos próprios dos fundadores e sem contar com investidores externos, a Cocos somou mais de 2 milhões de clientes no ano passado, administra mais de US$ 2 bilhões em ativos e encerrou 2025 com receita anualizada de US$ 70 milhões e Ebitda de US$ 40 milhões.

Mindlin diz que a empresa consegue rentabilizar o público de menor patrimônio por meio de uma estrutura enxuta e da tecnologia. A Cocos opera com menos de 200 funcionários, por meio de canais digitais, sem necessidade de agências ou assessores dedicados.

Além da corretagem, a empresa obtém receitas com fundos de investimento, operações no mercado de capitais, câmbio e outros produtos financeiros. No Brasil, o executivo afirma que a companhia pretende adaptar esse modelo às características do mercado local.

“A tecnologia, a educação financeira e a comunicação são as coisas que fazemos bem. Queremos usar essa experiência para simplificar os produtos e levá-los a milhões de brasileiros”, diz Mindlin.

Ariel Sbdar e Nicolás Mindlin, fundadores da Cocos Capital

Isso não significa abandonar investidores de maior patrimônio ou empresas. Na Argentina, cerca de 70% da receita da Cocos vem do varejo, mas os outros 30% são gerados por clientes institucionais, empresas e investidores de alta renda.

A aquisição da Warren representa o primeiro passo da estratégia internacional da Cocos, iniciada há mais de um ano. A companhia estudava oportunidades de expansão na América Latina, principalmente no Brasil e no México, os dois maiores mercados da região.

Mindlin conta que a empresa estava mais focada no mercado mexicano, mas decidiu voltar suas atenções para o Brasil quando surgiu a oportunidade de adquirir a Warren. Entre o início das conversas, no começo do ano, e a assinatura do acordo, transcorreram quatro meses.

A Cocos acertou a compra dos ativos da Warren, incluindo a infraestrutura da antiga corretora Renascença, atual Warren Rena, além das operações de asset management e mercado de capitais. O processo de venda da Warren, que começou como uma busca por um sócio estratégico, foi antecipado pelo NeoFeed.

Após a aprovação das autoridades regulatórias, a Cocos espera iniciar rapidamente as operações no País. O plano é preservar os negócios atuais da plataforma brasileira, especialmente a mesa institucional de renda fixa, enquanto implementa sua estratégia voltada ao varejo.

“Começar do zero é muito difícil. A Warren já possui equipe, infraestrutura e uma operação institucional muito relevante. Isso nos dá uma base importante para crescer”, diz Mindlin.

Com a incorporação da Warren e a conclusão da compra do Banco Voii, na Argentina, por meio da qual obteve licença bancária, a prioridade da Cocos será consolidar as duas operações, que devem ajudar a empresa a superar US$ 100 milhões em receita anual até o fim de 2026.

“Nos próximos meses, a ideia é integrar esses ativos ao ecossistema da Cocos”, diz o cofundador e chairman da empresa. “Hoje não estamos olhando para outra expansão internacional.”



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img