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Com BYD, Denza e GWM, marcas chinesas atingem 44% do mercado de carro premi…

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Bloomberg Línea — As marcas chinesas têm conquistado espaço para além dos segmentos de automóveis de grandes volumes.

Na faixa de carros entre R$ 400 mil e R$ 500 mil no Brasil, as montadoras com origem da China já respondem por quase metade dos emplacamentos, segundo o presidente da Abeifa, entidade que representa os importadores, Marcelo Godoy.

“Há 18 meses, a fatia das marcas chinesas nessa faixa era zero. Hoje, já respondem por 44% do mercado premium”, disse o dirigente em entrevista à Bloomberg Línea.

Segundo o dirigente, o consumidor brasileiro historicamente comprou carro baseado na tradição da marca. “Hoje, ele está aceitando mais testar novos produtos”, pondera.

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As novidades nessa faixa vão desde os modelos da BYD e de sua marca premium, a Denza, até os veículos da GWM, por exemplo.

Neste cenário, Godoy afirma que isso exigirá das montadoras mais antigas uma assertividade muito maior.

“O lado positivo desse aumento da competição no segmento premium é que o consumidor terá mais opções com tecnologia, segurança e preço. Do lado das empresas, o planejamento de custos e precificação terá que ser ainda mais assertivo.”

No acumulado do primeiro semestre, as vendas das associadas da Abeifa – que incluem a montagem em sistema CKD (kits), como da BYD, na Bahia – somaram 111,1 mil unidades, alta de 85,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Desse volume, 105,9 mil carros são eletrificados.

Embora a taxa de juros elevada seja um inibidor no mercado de carros novos, inclusive no segmento premium, onde a decisão de compra pode ser adiada, a Abeifa projeta vendas pelas associadas de 210 mil unidades em 2026, alta de aproximadamente 52% em relação a 2025.

Leia também: Como os carros clássicos viraram tese de investimento desta gestora com R$ 2,2 bi

Entidades que representam o setor, como a Anfavea (montadoras) e a Fenabrave (concessionárias), revisaram suas projeções e estimam emplacamentos em torno de 3 milhões de unidades para o ano, marca que não era atingida desde 2014 no país.

Na semana passada, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, disse que historicamente os resultados da produção nacional e dos emplacamentos caminham juntos. Mas nesse ano as vendas serão muito maiores. “Isso é reflexo do movimento de aumento das importações”, afirmou na ocasião.

Ele também chamou a atenção para a velocidade de entrada desses veículos no país, com destaque para as chinesas.

Leia também: Na Simpar, o foco é consolidar negócios atuais. Aquisições não são prioridade, diz CEO

Segundo Godoy, este é um sinal de que o mercado brasileiro tem potencial para chegar a 4 milhões ou até mesmo 5 milhões em vendas anuais no futuro, especialmente se o nível da Selic e do endividamento das famílias cair.

Mesmo com o avanço da BYD (que também é associada à Abeifa) no mercado geral, o dirigente diz que o Brasil está voltando a se destacar como um dos mercados automotivos mais importantes do mundo.

“O Brasil está entrando no mapa mundial de atração de investimentos das montadoras”, observa.

Leia também: ‘Os carros elétricos são um caminho sem volta’, diz CEO da Porsche no Brasil





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